Deslizar o dedo na tela do celular se tornou um hábito comum, e o termo “doomscrolling” descreve quando passamos muito tempo rolando por postagens, muitas vezes sentindo desconforto por isso. Pesquisas mostram que as redes sociais são feitas para nos deixar viciados. A curiosidade humana nos leva a buscar informações, e os celulares oferecem um fluxo infinito de estímulos. Um estudo da Cornell University e da Wharton School com mais de 6 mil pessoas revelou que quem assiste a muitos vídeos tende a querer ver mais, enquanto quem assiste a poucos se sente mais disposto a fazer outras tarefas. Além disso, a homogeneidade dos vídeos e a forma como assistimos a eles também influenciam nosso desejo de continuar assistindo. O cérebro libera dopamina, uma substância que nos dá prazer, quando usamos o celular, mas isso pode causar problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, especialmente se a dopamina é liberada em excesso. O uso de telas à noite pode atrapalhar o sono, e conteúdos negativos podem aumentar a ansiedade. Para evitar o doomscrolling, é importante reconhecer o problema, afastar o celular em momentos de trabalho ou descanso e prestar atenção aos próprios sentimentos. Também é útil redirecionar a curiosidade para outras atividades e evitar se perder em notícias ruins.
O uso excessivo de redes sociais e o fenômeno do “doomscrolling” têm gerado preocupações sobre a saúde mental dos usuários. Pesquisas da Cornell University e da Wharton School revelam como a exposição a vídeos e a homogeneidade de conteúdos afetam a disposição dos usuários para continuar assistindo.
O ato de deslizar o dedo pela tela se tornou um hábito cotidiano. O termo “doomscrolling” reflete a sensação de condenação que muitos sentem ao passar horas consumindo conteúdos, frequentemente gerando desconforto. Segundo Ariane Ling, da Universidade de Nova York Langone, a curiosidade humana nos leva a buscar informações, o que as redes sociais potencializam com um fluxo infinito de estímulos.
Estudos recentes indicam que a quantidade e a homogeneidade dos vídeos influenciam o comportamento dos usuários. Um experimento mostrou que participantes que assistiram a mais vídeos estavam menos dispostos a realizar outras tarefas. Além disso, aqueles que acreditavam ter visto conteúdos mais homogêneos mostraram maior vontade de continuar assistindo.
Efeitos no Cérebro
O impacto do doomscrolling no cérebro é significativo. O sistema de recompensas, que envolve a liberação de dopamina, é ativado tanto ao consumir informações úteis quanto ao ver conteúdos triviais. Essa liberação excessiva pode prejudicar a saúde mental, levando a problemas como ansiedade e depressão.
A falta de sono também é uma consequência do uso excessivo de telas, especialmente à noite. A exposição a conteúdos negativos pode aumentar a ansiedade, conforme aponta a psicóloga Susan Albers, da Clínica Cleveland. Para combater o doomscrolling, é essencial reconhecer o problema e implementar estratégias, como afastar o celular durante o trabalho ou a hora de dormir.
Outras recomendações incluem prestar atenção aos próprios sentimentos e redirecionar a curiosidade para atividades mais saudáveis. Evitar a ruminação sobre notícias e buscar conteúdos positivos pode ajudar a mitigar os efeitos negativos do consumo excessivo de informações.
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