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Tommy Orange explora o impacto das “boarding schools” em Estrelas errantes

Tommy Orange revela em "Estrelas errantes" os horrores das boarding schools e os traumas intergeracionais dos povos indígenas nos EUA.

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Tommy Orange lançou seu novo romance, “Estrelas errantes”, que fala sobre as boarding schools nos Estados Unidos, instituições que forçavam crianças indígenas a abandonarem suas culturas. O livro é uma continuação de sua obra anterior, “Lá não existe lá”, e explora os traumas intergeracionais dos povos indígenas. A narrativa segue a família Red Feather/Bear Shield ao longo de 150 anos, começando com Jude Star, que escapa de um massacre em 1864. Jude é preso e se torna parte de experimentos de assimilação, enquanto seu filho Charles enfrenta os efeitos da educação nessas escolas. A história mostra como os descendentes lidam com os traumas herdados e buscam reconstruir suas identidades. Orange, que é membro da comunidade cheyenne e arapaho, fala sobre a luta dos indígenas urbanos por pertencimento e a necessidade de representação nas histórias contemporâneas. Ele também menciona a influência de Clarice Lispector em sua formação literária, destacando a busca por significado em sua escrita. “Estrelas errantes” tem 336 páginas e custa R$ 89,90.

Tommy Orange lança novo romance sobre as boarding schools

O autor Tommy Orange, conhecido por sua obra “Lá não existe lá”, apresenta seu novo romance, “Estrelas errantes”, que aborda a história brutal das boarding schools nos Estados Unidos. A obra, lançada pela editora Rocco, explora os traumas intergeracionais dos povos indígenas e a busca por identidade.

As boarding schools foram criadas no século XIX com o objetivo de forçar crianças indígenas a abandonarem sua cultura e idioma. O lema do fundador da Carlisle Indian Industrial School, Richard Henry Pratt, refletia essa intenção: “Mate o índio nele e salve o homem”. Orange destaca que muitas pessoas desconhecem a verdadeira natureza dessas instituições, que funcionavam como campos de aprisionamento.

“Estrelas errantes” é tanto uma prequela quanto uma sequência de sua obra anterior. O romance narra a trajetória da família Red Feather/Bear Shield ao longo de 150 anos, começando com Jude Star, um jovem que escapa do Massacre de Sand Creek em mil oitocentos e sessenta e quatro. Jude se torna prisioneiro em Fort Marion, onde é submetido a experimentos de assimilação.

O autor revela que, ao descobrir a história das boarding schools, sentiu a necessidade de incluí-la em seu novo livro. Ele afirma que o desejo de pertencimento é uma realidade para os indígenas urbanos, que formam comunidades nas cidades há décadas, mas cujas histórias são frequentemente ignoradas.

Os personagens de “Estrelas errantes” enfrentam os mesmos traumas que suas gerações anteriores, como dependência química e a sensação de não pertencimento. O manuscrito deixado por Charles Star, filho de Jude, se torna uma ferramenta para que seus descendentes reconstruam suas identidades.

Orange, membro da comunidade cheyenne e arapaho, compartilha que sua própria família enfrentou desafios semelhantes. Ele menciona que a reconciliação entre a cultura nativa e o cristianismo é complexa, mas acredita que a literatura pode ajudar a explorar essas questões.

O novo livro de Tommy Orange, “Estrelas errantes”, possui 336 páginas e está disponível por R$ 89,90.

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