O hotel Mercure Pinheiros, em São Paulo, está investindo R$ 2,5 milhões para melhorar a acessibilidade e inclusão, com o objetivo de se tornar uma referência em diversidade até 2026. As suítes adaptadas têm recursos como luzes que indicam chamadas e QR codes para comunicação em Libras. O hotel já percebe um aumento na procura por parte de pessoas com deficiência e idosos. Apesar das leis que exigem acessibilidade, muitos hotéis ainda apresentam falhas, como banheiros mal projetados. A arquiteta Silvana Cambiaghi aponta que a falta de preparo dos profissionais é um problema. No Mercure Pinheiros, as suítes acessíveis são elegantes e bem planejadas, com camas e móveis na altura adequada. O gerente do hotel, Filipe Nobrega, destaca que a demanda está crescendo e que treinamentos para a equipe estão em andamento, incluindo um foco em atender pessoas autistas. A rede Accor, à qual o hotel pertence, planeja expandir essas iniciativas de inclusão. A designer Michele Simões observa que hotéis de rede podem garantir melhor acessibilidade, mas nem sempre os de luxo são mais inclusivos. A ABIH não comentou sobre o assunto.
O hotel Mercure Pinheiros, localizado na região da Avenida Paulista, em São Paulo, está investindo R$ 2,5 milhões em acessibilidade e inclusão. O objetivo é se tornar uma referência em diversidade até 2026. As melhorias incluem suítes adaptadas e treinamento para funcionários.
As suítes acessíveis foram projetadas para atender às necessidades de pessoas com deficiência. Por exemplo, ao tocar a campainha, uma luz também indica o chamado. O hotel oferece escadas de apoio para hóspedes de baixa estatura e um QR code que permite comunicação em Libras (Língua Brasileira de Sinais) com a equipe.
Apesar das obras ainda estarem em andamento, a administração já nota um aumento na demanda de hóspedes com mobilidade reduzida e idosos. Problemas de acessibilidade em hotéis são comuns no Brasil, mesmo com legislações que exigem adaptações. Falhas frequentes incluem banheiros mal projetados e falta de atenção às necessidades específicas.
A designer Michele Simões, cadeirante, critica a falta de preocupação das empresas em incluir pessoas com deficiência. Segundo ela, o capacitismo permeia o setor hoteleiro, e muitas vezes falta disposição para melhorar a acessibilidade. A arquiteta Silvana Cambiaghi destaca que as falhas não são apenas questões de custo, mas de falta de preparo dos profissionais.
Iniciativas do Mercure Pinheiros
O Mercure Pinheiros já conta com mais de uma dezena de quartos adaptados. Cada suíte acessível recebeu um investimento de R$ 125 mil e foi projetada para não parecer um quarto hospitalar. A cama é mais baixa, e itens como cofre e frigobar estão ao alcance de cadeirantes. O banheiro também foi pensado para facilitar o uso por todos.
Filipe Nobrega, gerente geral do hotel, afirma que a fidelidade dos clientes com deficiência é alta, e a unidade está comprometida em continuar com os treinamentos. O próximo foco será o atendimento a pessoas autistas. A gerente de diversidade da rede, Lais Fernanda Souza, ressalta a importância da formação contínua dos colaboradores em inclusão.
A rede Accor, à qual o Mercure pertence, planeja escalar essas iniciativas de acessibilidade. A ideia é que não sejam apenas ações pontuais, mas uma estratégia abrangente. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) não se manifestou sobre o tema.
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