Pesquisadores da Ufes começaram um projeto para recuperar um mangue em Aracruz, Espírito Santo, que foi destruído por uma chuva de granizo em 2015, afetando 500 hectares. Após um ano de trabalho, eles conseguiram recuperar cerca de 10% da área, com o reaparecimento de espécies como o caranguejo-uçá e o colhereiro, indicando que o ecossistema está se revitalizando. O projeto envolve o plantio de 8 mil mudas nativas por mês e utiliza cinco técnicas de reflorestamento. A recuperação é importante não só para a natureza, mas também para a economia local, já que muitas pessoas dependiam do mangue para sua renda. Os pesquisadores esperam que, em quatro anos, consigam recuperar 200 hectares e que a área leve cerca de 50 anos para voltar ao que era antes.
Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) iniciaram um projeto de recuperação de um mangue em Aracruz, Espírito Santo, devastado por uma chuva de granizo em 2015. A tempestade afetou 500 hectares de manguezal às margens do Rio Piraquê-Açú/Mirim, impactando a vida local e a economia da região.
Após um ano de trabalho, cerca de 10% da meta de recuperação foi alcançada. O projeto inclui o plantio de oito mil mudas nativas por mês em 40% da área atingida, utilizando cinco técnicas diferentes de reflorestamento. O objetivo é criar um protocolo que possa servir de referência para a recuperação de outros mangues no Brasil.
O mangue é vital para a proteção costeira, servindo como habitat para diversas espécies e ajudando na captura de carbono. Com a destruição, muitas espécies de fauna e flora desapareceram, e cerca de 300 pessoas perderam sua principal fonte de renda. A coordenadora do projeto, Mônica Tognella, destacou que a chuva de granizo foi o ponto de ruptura da capacidade de suporte da floresta, que já enfrentava problemas de escassez hídrica e salinidade.
Revitalização do Ecossistema
Os pesquisadores monitoram a fauna e flora do manguezal, e o trabalho conta com a participação de ribeirinhos, que recebem uma bolsa para ajudar na recuperação. O secretário de Meio Ambiente de Aracruz, Aladim Cerqueira, enfatizou a importância de apoiar a comunidade que perdeu seus recursos.
Após um ano, algumas espécies começaram a reaparecer, como o caranguejo-uçá e o colhereiro, indicando um processo de revitalização. Tognella afirmou que o projeto já mostra resultados positivos, com a expectativa de recuperar 200 hectares em até quatro anos.
Os pesquisadores utilizam drones e imagens de satélite para acompanhar a evolução do manguezal. Apesar de a recuperação total levar cerca de 50 anos, o progresso inicial é encorajador. A equipe acredita que, com o tempo, o mangue poderá recuperar sua biodiversidade e funcionalidade, beneficiando tanto o meio ambiente quanto a comunidade local.
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