A UnitedHealthcare processou o jornal The Guardian por difamação, alegando que a publicação usou informações falsas sobre pagamentos a enfermeiros para reduzir transferências hospitalares. O artigo, parte de uma série investigativa, afirmava que a empresa pagava enfermeiros para evitar que pacientes em lares de idosos fossem levados a hospitais, o que teria resultado em cuidados inadequados. A UnitedHealthcare disse que o jornal publicou informações que sabia serem falsas e usou documentos manipulados. Em resposta, The Guardian defendeu seu trabalho, afirmando que suas informações foram baseadas em registros e entrevistas com mais de 20 funcionários atuais e antigos da empresa. A UnitedHealthcare, que está sendo representada por um escritório de advocacia especializado em casos de difamação, afirmou que o jornal não se preocupou em verificar a verdade. Por outro lado, The Guardian disse que não recebeu pedidos de correção sobre a matéria.
UnitedHealthcare, uma das principais seguradoras de saúde dos Estados Unidos, processou o jornal britânico The Guardian por difamação. A ação foi movida na quarta-feira, alegando que a publicação veiculou informações falsas sobre a empresa, especialmente após o assassinato de seu CEO, Brian Thompson.
O artigo em questão, parte da série “Too Big to Care”, foi escrito por George Joseph, um repórter investigativo do The Guardian. A matéria afirmava que a UnitedHealth Group, controladora da UnitedHealthcare, utilizava táticas de corte de custos, incluindo pagamentos a enfermeiros para evitar transferências hospitalares de pacientes em lares de idosos. O relatório citou e-mails internos e entrevistas com mais de 20 funcionários atuais e antigos.
Acusações e Respostas
A UnitedHealth Group, junto com a UnitedHealthcare Services e a Optum, acusou o The Guardian de publicar “alegações falsas” e de usar “documentos manipulados”. A empresa argumentou que a publicação buscou se beneficiar da situação trágica do assassinato de seu CEO. Em resposta, o The Guardian defendeu a integridade de sua reportagem, afirmando que se baseou em uma ampla gama de registros corporativos e entrevistas.
A seguradora destacou que o Departamento de Justiça havia investigado as alegações, mas não encontrou evidências que corroborassem as acusações feitas pelo jornal. Um porta-voz da UnitedHealth afirmou que o The Guardian “se recusou a se envolver com a verdade” e optou por uma narrativa pré-determinada.
Defesa do The Guardian
O The Guardian reafirmou seu compromisso com a veracidade da reportagem, enfatizando que não recebeu pedidos de correção ou retratação. A publicação considerou as alegações da UnitedHealthcare como uma tentativa de intimidar e desviar a atenção de práticas que, segundo o relatório, prejudicavam pacientes vulneráveis.
A UnitedHealthcare está sendo representada pelo escritório de advocacia Clare Locke, conhecido por atuar em casos de difamação contra veículos de comunicação. A disputa legal entre as duas partes destaca a crescente tensão entre grandes empresas de saúde e a mídia investigativa.
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