A síndrome de Simon, proposta pelo psiquiatra Enrique Rojas, afeta homens com mais de 30 anos, dificultando seu comprometimento em relacionamentos amorosos. Rojas descreve essa condição como um fenômeno que reflete a imaturidade emocional e a busca por liberdade individual. A síndrome é caracterizada por cinco traços: solteiro, imaturo, materialista, obcecado pelo trabalho e narcisista. […]
A síndrome de Simon, proposta pelo psiquiatra Enrique Rojas, afeta homens com mais de 30 anos, dificultando seu comprometimento em relacionamentos amorosos. Rojas descreve essa condição como um fenômeno que reflete a imaturidade emocional e a busca por liberdade individual.
A síndrome é caracterizada por cinco traços: solteiro, imaturo, materialista, obcecado pelo trabalho e narcisista. Rojas destaca que as redes sociais e a cultura contemporânea contribuem para esses comportamentos, levando os homens a priorizarem o sucesso e a satisfação imediata em detrimento de vínculos afetivos.
Micaela Zappino, psicóloga especialista em saúde mental, ressalta que a síndrome não é um diagnóstico clínico, mas um “rótulo sociocultural”. Ela argumenta que a rejeição ao compromisso pode ser uma defesa contra feridas emocionais e modelos afetivos disfuncionais. Para Zappino, a cultura atual romantiza a liberdade e demoniza o sacrifício, tornando o compromisso amoroso mais complexo.
Rojas afirma que muitos homens não reconhecem que apresentam esses comportamentos. Ao serem confrontados, muitos se surpreendem ao perceber que se encaixam na descrição da síndrome. Ele enfatiza que a verdadeira liberdade envolve a capacidade de se entregar a outra pessoa que valha a pena.
Os relacionamentos com indivíduos que apresentam a síndrome de Simon costumam ser desequilibrados, gerando angústia e ansiedade nas parceiras. Zappino alerta que essas dinâmicas podem levar a um desgaste emocional significativo, com idealização e pouca reciprocidade.
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