A indústria de suplementos alimentares nos Estados Unidos cresceu de quatro mil produtos em mil novecentos e noventa e quatro para mais de noventa e cinco mil atualmente, segundo a Food and Drug Administration (FDA). Apesar do aumento, muitos desses produtos não passaram por testes rigorosos de segurança e eficácia, conforme apontou JoAnn Manson, professora […]
A indústria de suplementos alimentares nos Estados Unidos cresceu de quatro mil produtos em mil novecentos e noventa e quatro para mais de noventa e cinco mil atualmente, segundo a Food and Drug Administration (FDA). Apesar do aumento, muitos desses produtos não passaram por testes rigorosos de segurança e eficácia, conforme apontou JoAnn Manson, professora de medicina na Harvard Medical School.
Pesquisadores identificaram que, em algumas situações, os suplementos podem ser benéficos. Deficiências nutricionais, como a falta de vitamina D ou ferro, podem exigir suplementação. Pieter Cohen, internista da Cambridge Health Alliance, destaca que pessoas em dietas veganas ou com anemia perniciosa devem considerar suplementos de vitamina B12. Além disso, bebês que mamam no peito precisam de vitamina D e ferro, conforme a Academia Americana de Pediatria.
Benefícios em Adultos Mais Velhos
Adultos mais velhos podem ter suas necessidades nutricionais aumentadas, enquanto a capacidade de absorver nutrientes diminui. Manson recomenda que esses indivíduos considerem suplementos de cálcio e vitamina D para prevenir a perda óssea. Um estudo de dois mil e dezenove revelou que adultos acima de cinquenta anos que tomaram ômega-3 apresentaram menos problemas cardiovasculares em comparação com aqueles que usaram placebo.
Além disso, multivitaminas podem ajudar a melhorar a memória e retardar o declínio cognitivo em idosos. Manson também menciona que suplementos contendo vitaminas C e E, zinco, cobre, luteína e zeaxantina podem retardar a perda de visão em casos de degeneração macular relacionada à idade.
Riscos e Recomendações
Entretanto, os suplementos não são isentos de riscos. Manson alerta que quantidades excessivas de certos nutrientes podem ser prejudiciais. Por exemplo, o betacaroteno e a vitamina E mostraram aumentar o risco de câncer e acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos, respectivamente. A professora Mahtab Jafari, da Universidade da Califórnia, ressalta que muitos suplementos podem conter ingredientes diferentes dos listados nos rótulos.
É essencial que os consumidores busquem produtos com selo de certificação de organizações confiáveis, como a U.S. Pharmacopeia. Antes de iniciar qualquer suplementação, a consulta a um médico é fundamental, pois interações com medicamentos podem ocorrer. Manson enfatiza que não existe uma pílula mágica para garantir a saúde, e a alimentação balanceada e a atividade física continuam sendo essenciais.
Entre na conversa da comunidade