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Startup brasileira cria leite sem origem animal com modificação genética em microrganismos

Startup brasileira desenvolve leite sem origem animal por fermentação de precisão, prometendo sustentabilidade e redução de custos até 2027.

A startup brasileira Future Cow desenvolveu uma tecnologia inovadora que utiliza fermentação de precisão para produzir leite sem origem animal. O processo, semelhante ao utilizado na produção de cervejas e vinhos, envolve microrganismos geneticamente modificados. A produção em escala industrial está prevista para iniciar até 2027, com testes já em andamento. Os cientistas da Future […]

A startup brasileira Future Cow desenvolveu uma tecnologia inovadora que utiliza fermentação de precisão para produzir leite sem origem animal. O processo, semelhante ao utilizado na produção de cervejas e vinhos, envolve microrganismos geneticamente modificados. A produção em escala industrial está prevista para iniciar até 2027, com testes já em andamento.

Os cientistas da Future Cow modificaram leveduras e fungos, inserindo sequências de DNA bovino. Essa técnica permite a produção de proteínas idênticas às do leite tradicional, mas sem utilizar leite de origem animal. Leonardo Vieira, cofundador e CEO da empresa, afirma que os microrganismos funcionam como “minivacas”, gerando uma proteína que pode ser usada na indústria para a fabricação de queijos, iogurtes e sorvetes.

Além de reproduzir o sabor e a textura do leite convencional, a tecnologia elimina componentes indesejados, como lactose e colesterol. A produção promete ser mais sustentável, com uma redução de até 97% nas emissões de gases de efeito estufa e 99% no consumo de água. Contudo, a produção em pequena escala ainda é cara, com o litro do produto estimado em R$ 2,95, comparado ao leite de vaca tradicional, que custa R$ 2,74 ao produtor.

Vantagens e Desafios

O Brasil possui vantagens na produção desse novo alimento, com abundância de água, açúcar e energia renovável. A Future Cow está realizando testes em plantas piloto semi-industriais no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas. A empresa também participará da VivaTech, uma das maiores feiras de tecnologia da Europa, que ocorrerá em Paris entre 11 e 14 de junho.

A expectativa é que, com a produção em larga escala, o custo do leite produzido pela Future Cow se torne competitivo, possibilitando sua comercialização para o consumidor final.

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