Baland Jalal, especialista em paralisia do sono, desenvolveu uma terapia de relaxamento que reduziu episódios em 50% em um estudo piloto. Ele investiga essa abordagem na Universidade de Harvard. O fenômeno, que afeta cerca de 30% da população mundial, causa experiências aterrorizantes, onde a pessoa está consciente, mas incapaz de se mover ou falar. Jalal, […]
Baland Jalal, especialista em paralisia do sono, desenvolveu uma terapia de relaxamento que reduziu episódios em 50% em um estudo piloto. Ele investiga essa abordagem na Universidade de Harvard. O fenômeno, que afeta cerca de 30% da população mundial, causa experiências aterrorizantes, onde a pessoa está consciente, mas incapaz de se mover ou falar.
Jalal, que passou por episódios de paralisia do sono desde os 19 anos, descreve a sensação como um “filme de terror”. Durante esses episódios, ele sentia uma presença ameaçadora e acreditava que iria morrer. Essas alucinações são comuns e ocorrem durante transições entre o sono REM (movimento rápido dos olhos) e a vigília. O especialista explica que a paralisia do sono é um “engano” do cérebro, onde a consciência retorna antes que o corpo se liberte da paralisia induzida pelo sono.
Os episódios duram, em média, alguns minutos, mas podem se estender até 20 minutos. Aproximadamente 40% dos afetados experimentam alucinações visuais, auditivas ou táteis, frequentemente aterrorizantes. As interpretações culturais sobre essas experiências variam, com pessoas em diferentes regiões atribuindo significados distintos às alucinações.
Tratamentos e Avanços
A terapia de Jalal, chamada de meditação relaxante, mostrou resultados promissores em um estudo com seis participantes. Os passos incluem reavaliar a situação, distanciar-se emocionalmente, focar em pensamentos positivos e relaxar os músculos. Embora não exista um tratamento padrão para interromper um episódio em andamento, práticas de sono saudáveis e gerenciamento do estresse são recomendados.
A paralisia do sono, embora assustadora, não é considerada perigosa. No entanto, episódios recorrentes podem indicar distúrbios do sono subjacentes e levar à ansiedade em relação ao sono. Jalal continua a expandir sua pesquisa, buscando soluções eficazes para ajudar aqueles que sofrem com essa condição.
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