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Ostras nativas ajudam a restaurar a Baía de Chesapeake e combater a poluição

O projeto de Kimberly Price visa reintroduzir 10 bilhões de ostras na Baía de Chesapeake até 2025, restaurando ecossistemas marinhos.

As ostras nativas da Baía de Chesapeake, que antes eram abundantes, enfrentam uma drástica redução, restando apenas 1% da população original. Kimberly Price, moradora de Maryland, e voluntários estão criando ostras em casa para reintroduzi-las na baía, com a meta de 10 bilhões até 2025. As ostras são filtros naturais eficazes, podendo processar até 190 […]

As ostras nativas da Baía de Chesapeake, que antes eram abundantes, enfrentam uma drástica redução, restando apenas 1% da população original. Kimberly Price, moradora de Maryland, e voluntários estão criando ostras em casa para reintroduzi-las na baía, com a meta de 10 bilhões até 2025.

As ostras são filtros naturais eficazes, podendo processar até 190 litros de água por dia. Elas ajudam a purificar a água e a melhorar o habitat marinho, contribuindo para a captura de dióxido de carbono, um dos responsáveis pelo aquecimento global. Historicamente, a população de ostras na baía era suficiente para filtrar toda a água da região, mas a poluição, a pesca predatória e doenças reduziram drasticamente seus números.

Durante nove meses, as ostras jovens são cultivadas em gaiolas suspensas no cais de Price, uma consultora imobiliária de 53 anos. Após atingirem a maturidade, são soltas na baía. “Nós, humanos, destruímos tudo, certo? Então, descobrimos como corrigir a situação,” afirma Price.

A Fundação da Baía de Chesapeake (CBF) estabeleceu a meta de implantar 10 bilhões de novas ostras na baía até o final de 2025. Até agora, cerca de 6,7 bilhões já foram introduzidas. A especialista da CBF, Kellie Fiala, destaca que a população “está evoluindo em uma direção positiva”, mas ainda há um longo caminho a percorrer.

Um dos principais desafios é a falta de substrato, essencial para o crescimento das ostras. A CBF incentiva a construção de habitats artificiais para resolver esse problema. A participação da comunidade é fundamental, com moradores de diversas idades se envolvendo nas iniciativas.

Recentemente, Kimberly Price e outros voluntários despejaram 7.500 ostras em um recife santuário, onde a pesca de mariscos é proibida. O processo é rápido, mas cada contribuição ajuda a restaurar a saúde da Baía de Chesapeake.

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