O Rio de Janeiro é um destino popular para ecoturismo, mas os riscos de atividades de aventura, como trilhas e escaladas, estão aumentando. Nos primeiros cinco meses de 2025, os resgates em trilhas cresceram 66,7%, totalizando 90 ocorrências, em comparação com 54 no mesmo período de 2024. Esse aumento é devido à maior procura por turismo de aventura após a pandemia. Dados do Corpo de Bombeiros mostram que os resgates em florestas e trilhas mais que dobraram, passando de 26 para 60 casos, enquanto em encostas e montanhas houve 29 acionamentos, um aumento de 26,1%. O escalador Rodrigo Almeida, que já precisou de resgate três vezes, elogiou a eficiência do atendimento. O major Fábio Contreiras, do Corpo de Bombeiros, explicou que mais pessoas praticando atividades de aventura significa mais exposição ao risco. Apesar disso, o Rio é considerado um dos melhores lugares do mundo para trilhas. O Serviço Geológico do Brasil está desenvolvendo um sistema de gestão de riscos geológicos para parques naturais, embora o Rio ainda não tenha um mapa de risco. As atividades de turismo de aventura seguem mais de 40 diretrizes da Associação Brasileira de Normas Técnicas, em parceria com o Ministério do Turismo. Casos de acidentes, como o do eletrotécnico William Antunes de Camargo, que sofreu uma queda durante um rapel, mostram a importância de protocolos de segurança. Ele foi resgatado por voluntários autorizados pelo Corpo de Bombeiros, que seguem procedimentos rigorosos. O aumento das atividades de aventura no Rio destaca a necessidade de conscientização sobre os riscos e a importância de um resgate eficiente.
O Rio de Janeiro tem se destacado como um destino de ecoturismo, mas os riscos associados a atividades de aventura, como trilhas e escaladas, têm aumentado. Nos primeiros cinco meses de 2025, os resgates em trilhas cresceram 66,7%, totalizando 90 ocorrências, comparado a 54 no mesmo período de 2024. Esse aumento é atribuído à crescente procura por turismo de aventura no pós-pandemia.
Os dados do Corpo de Bombeiros revelam que os resgates em florestas e trilhas mais que dobraram, passando de 26 para 60 casos. Em encostas e montanhas, foram 29 acionamentos, um aumento de 26,1%. Em cachoeiras, o número de resgates subiu de cinco para nove. O escalador Rodrigo Almeida, que já precisou de resgate três vezes, elogiou a eficiência do atendimento. Ele destacou que, apesar do medo, a adrenalina da escalada o mantém motivado.
Aumento da Exposição ao Risco
O major Fábio Contreiras, do Corpo de Bombeiros, afirma que o aumento nos resgates está diretamente ligado ao maior número de pessoas praticando atividades de aventura. “Mais pessoas praticando significa mais exposição ao risco e, consequentemente, mais vítimas”, explica. Apesar dos riscos, o Rio é considerado um dos melhores lugares do mundo para trilhas, segundo pesquisa da plataforma SportsShoes.
Nos últimos anos, o Serviço Geológico do Brasil começou a desenvolver um sistema de gestão de riscos geológicos para parques naturais. Embora o Rio ainda não tenha um mapa de risco geológico, a iniciativa visa melhorar a segurança nas áreas de ecoturismo. A professora Joana Paula Sanchez ressalta que o Brasil é pioneiro nessa abordagem, ao lado de países como Austrália e Estados Unidos.
Diretrizes de Segurança
As atividades de turismo de aventura seguem mais de 40 diretrizes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em colaboração com o Ministério do Turismo e outras entidades. O sistema de gestão de segurança é regido pela norma ABNT NBR ISO 21101. Casos de acidentes, como o do eletrotécnico William Antunes de Camargo, que sofreu uma queda durante um rapel, evidenciam a importância de protocolos de segurança. Ele foi resgatado por voluntários que atuam com autorização do Corpo de Bombeiros, seguindo rigorosos procedimentos operacionais.
O aumento das atividades de aventura no Rio de Janeiro traz à tona a necessidade de conscientização sobre os riscos envolvidos e a importância de um resgate eficiente e bem estruturado.
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