O autor expressa sua paixão por mapas e lugares imaginários, destacando a influência de obras como “A Ilha do Tesouro”, de Robert Louis Stevenson, e “Cem anos de solidão”, de Gabriel García Márquez. Desde a infância, ele se encantou com mapas antigos, que considerava verdadeiros tesouros. Essa fascinação o transformou em um viajante da imaginação, preferindo explorar mundos fictícios a enfrentar a realidade das longas filas em aeroportos.
Em sua reflexão, o autor recomenda dois livros que alimentam essa viagem imaginária: “Dicionário de lugares imaginários”, de Alberto Manguel e Gianni Guadalupi, e “História das terras e lugares lendários”, de Umberto Eco. Ambos oferecem uma jornada por locais míticos, como a Atlântida e a Ilha de Avalon, permitindo que o leitor reviva a infância e a magia dos lugares que nunca existiram.
O autor também menciona a degradação de lugares reais, contrastando com a beleza dos mundos imaginários. Ele cita sua filha Kianda, que se referiu a Barra Grande, no Piauí, como um exemplo de um destino que ainda preserva a magia das memórias de infância. Lugares imaginários, ao contrário dos reais, não podem ser destruídos por desastres naturais ou pela especulação imobiliária, o que os torna eternos em sua essência.
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