Denise Herzing, uma bióloga marinha, lançou o livro “Is Anyone Listening?”, onde conta sobre 40 anos de pesquisa sobre a comunicação entre golfinhos. Desde 1985, ela estuda os golfinhos manchados do Atlântico nas Bahamas, tentando entender como eles se comunicam. No livro, Herzing fala sobre a importância das sequências vocais e como cada golfinho tem sua própria forma de se expressar. Ela descobriu que a comunicação deles é mais complicada do que se pensava, destacando que o ritmo e a entonação são fundamentais. Além disso, Herzing desenvolveu tecnologias para traduzir os sons dos golfinhos, como o CHAT, que tenta reproduzir sons específicos, e o UDDAS, que grava som e vídeo de forma sincronizada debaixo d’água. Ela também enfrentou desafios em suas pesquisas, como quando os golfinhos se afastaram para se alimentar, o que a forçou a interromper os testes. Herzing acredita que é essencial entender o contexto em que os sons são feitos e critica o uso de inteligência artificial para decifrar a comunicação dos golfinhos sem um trabalho de campo cuidadoso.
Denise Herzing, bióloga marinha, lançou o livro Is Anyone Listening?, onde compartilha quatro décadas de pesquisa sobre a comunicação entre golfinhos. Desde 1985, Herzing estuda os golfinhos manchados do Atlântico nas Bahamas, buscando entender suas interações e vocalizações.
No livro, a autora discute a importância das sequências vocais e a individualidade dos golfinhos. Ela revela que, ao longo de sua carreira, percebeu que a comunicação entre esses animais é mais complexa do que se pensava. Herzing destaca que ritmo e prosódia são essenciais para entender como os golfinhos se comunicam.
A pesquisa de Herzing também envolve o desenvolvimento de tecnologias para traduzir os sons dos golfinhos. Entre os dispositivos criados, está o CHAT, que visa traduzir e reproduzir sons específicos dos golfinhos, e o UDDAS, que grava som e vídeo de forma sincronizada no ambiente subaquático.
A bióloga relata desafios enfrentados em campo, como a necessidade de adaptar suas pesquisas às condições do ambiente marinho. Em uma ocasião, ao tentar testar um dispositivo de comunicação, a equipe descobriu que os golfinhos haviam se afastado em busca de alimento, forçando a suspensão dos testes.
Herzing enfatiza que conhecer os dados é fundamental para a pesquisa. Ela critica o uso de ferramentas de inteligência artificial para decifrar a comunicação animal sem considerar o contexto em que os sons são produzidos. Para ela, a compreensão real da comunicação dos golfinhos ainda depende de um trabalho de campo cuidadoso e prolongado.
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