- O Suriname enfrenta problemas de erosão costeira e aumento do nível do mar, afetando a população e a agricultura, especialmente em Paramaribo.
- A construção de um dique de 4,5 quilômetros, com custo de US$ 11 milhões, foi anunciada como medida urgente para proteger a capital.
- O agricultor Gandat Sheinderpesad perdeu 95% de sua propriedade devido à erosão e não tem para onde ir.
- A falta de manguezais na região agrava a situação, com muitos deles destruídos pela água e pela expansão agrícola.
- O ministro de Obras Públicas, Riad Nurmohamed, destaca a necessidade de investimentos adicionais para modernizar a infraestrutura de proteção contra inundações.
A erosão costeira e o aumento do nível do mar são problemas crescentes no Suriname, especialmente em Paramaribo, onde 68% da população vive em áreas vulneráveis. O agricultor Gandat Sheinderpesad, de 56 anos, observa sua terra encolher diariamente, perdendo 95% de sua propriedade devido à erosão. O ministro de Obras Públicas, Riad Nurmohamed, alerta que a situação se agravou a ponto de ser necessário um dique de 4,5 km, com custo estimado em US$ 11 milhões.
A construção do dique é uma resposta urgente à deterioração da costa, que tem afetado a agricultura e a biodiversidade local. A ilha de Braamspunt, onde tartarugas marinhas depositam ovos, está encolhendo rapidamente. O guia turístico Kiran Soekhoe Balrampersad teme que, em breve, não haja mais praias para os turistas. O ministro Nurmohamed destaca que a erosão se acelerou desde 2020, exigindo ações imediatas.
A falta de manguezais na região próxima a Paramaribo agrava a situação. Embora um programa de plantio tenha sido iniciado, muitos manguezais foram destruídos pela água e pela expansão agrícola. Sienwnath Naqal, pesquisador da Universidade Anton de Kom, aponta que a remoção de manguezais resultou na perda de zonas de amortecimento. A dragagem de areia no estuário também contribui para a vulnerabilidade da área.
A construção do dique, financiada pelo governo, é vista como a última esperança para muitos, incluindo Sheinderpesad, que afirma não ter para onde ir. O ministro Nurmohamed reconhece a necessidade de investimentos adicionais para modernizar a infraestrutura de proteção contra inundações, um desafio significativo para o pequeno país que espera receitas da exploração de petróleo offshore a partir de 2028.
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