Os vinhateiros da região de Champagne iniciam as vendanges de 2025 com um cenário promissor, apesar de desafios econômicos e sociais. As colheitas começam em algumas comunas da Aube, com uvas em estado excepcional devido ao clima quente, que antecipou a maturação.
O rendimento comercializável foi fixado em 9.000 kg/ha, uma redução em relação aos 10.000 kg/ha do ano anterior. Essa diminuição ocorre em um contexto de incertezas econômicas, incluindo a nova taxa de 15% sobre exportações de vinhos e destilados para os EUA, que entrou em vigor em agosto.
Maxime Toubart, copresidente do Comitê Champagne, destaca que o estado sanitário das uvas é excelente, com acididades satisfatórias e maturação aromática em evolução. David Chatillon, também copresidente, reforça que este pode ser um muito bom milésime.
Preocupações com a Saúde dos Trabalhadores
Além das condições climáticas favoráveis, surgem preocupações com a saúde e segurança dos trabalhadores. O Comitê Champagne enfatiza a necessidade de monitorar as condições de trabalho, especialmente após a condenação de três pessoas por exploração de trabalhadores durante as vendanges de 2023. Um novo julgamento relacionado a essa questão está agendado para o final de novembro em Châlons-en-Champagne.
As datas de início das colheitas variam conforme a comuna e o tipo de uva, com algumas já autorizadas a começar na próxima semana. A precocidade das uvas foi confirmada, refletindo as condições climáticas de um dos anos mais quentes do século.
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