A Casa Branca divulgou uma lista de obras e exposições do Smithsonian que o presidente Donald Trump considera problemáticas. A crítica se concentra em temas de cultura dominante e questões sociais, especialmente no Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana.
Entre as obras mencionadas, destaca-se uma pintura de Amy Sherald, que retrata uma mulher trans negra como a Estátua da Liberdade. A artista retirou a obra de uma exposição após alegações de censura. Também foi citada a escultura de papel machê da Estátua da Liberdade, que apresenta Lady Liberty segurando um tomate, utilizada em protestos por direitos trabalhistas em 2000.
Além disso, Trump criticou a pintura “Refugees Crossing the Border Wall into South Texas”, de Rigoberto A. González, e um retrato em stop-motion de Anthony Fauci, ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas. A lista inclui ainda textos explicativos de exposições sobre o movimento Black Lives Matter e a história LGBTQ+.
Trump já havia se manifestado anteriormente sobre o Smithsonian, afirmando que as exposições retratam uma visão negativa da história dos Estados Unidos. Ele instruiu seus advogados a revisar as instituições, semelhante ao que foi feito com universidades. O Smithsonian, por sua vez, reafirmou sua independência em relação à administração, embora a legalidade das ações de Trump sobre o museu seja questionada.
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