Os integrantes da banda The Police, Andy Summers e Stewart Copeland, processaram Sting, reivindicando créditos de composição e pagamento por “Every Breath You Take”, 42 anos após o lançamento da canção. O caso foi registrado no Tribunal Superior de Londres e marca um inédito conflito legal entre os membros da icônica banda.
“Every Breath You Take” é um dos maiores sucessos da banda, reconhecido como a canção mais tocada da história do rádio. Lançada em 1983, a música passou oito semanas no topo das paradas e, em 2019, foi declarada pela BMI como a mais executada nas rádios. O tema da canção, que muitos consideram um romântico, esconde uma letra ambígua sobre controle e possessividade.
O processo surge em um contexto de rivalidade histórica entre os membros da banda, que frequentemente se desentendiam durante as gravações. Sting, que sempre foi reconhecido como o principal compositor, afirmou que a canção surgiu de forma espontânea, enquanto Summers e Copeland agora alegam que suas contribuições merecem reconhecimento. Summers, em entrevistas recentes, insinuou que sua famosa linha de guitarra foi crucial para o sucesso da música, afirmando que a canção estava prestes a ser descartada.
O litígio destaca uma questão comum na indústria musical: a diferença entre composição e arranjo. Com a diminuição das vendas de álbuns, os royalties de publicação tornaram-se mais relevantes, levando a disputas mais acirradas entre artistas. Sting, que vendeu seus direitos autorais em 2022 por cerca de 250 milhões de dólares, agora enfrenta um desafio inédito em sua carreira.
A história de “Every Breath You Take” é marcada por tensões e rivalidades, refletindo a complexidade das relações dentro da banda. Com a nova ação judicial, o legado da canção e a dinâmica entre seus criadores se tornam ainda mais intrigantes, revelando um lado menos conhecido de um dos maiores clássicos da música pop.
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