William Kentridge, artista sul-africano renomado, apresenta sua ópera Waiting for the Sibyl em Nova York. A estreia ocorre no festival Powerhouse: International, que celebra diversas formas de arte, e acontece até 11 de outubro. A obra, originalmente concebida como uma peça acompanhante para Alexander Calder, lida com temas de incerteza e destino.
A produção é marcada por uma nova performance chamada The Moment Has Gone, que precede a ópera. Kentridge enfrentou desafios logísticos com a obra de Calder, que impossibilitaram a inclusão de suas esculturas originais na apresentação. Em vez disso, ele criou uma nova obra de 19 minutos que conecta os temas de ambas as produções.
Waiting for the Sibyl é uma câmara que combina elementos visuais e sonoros, com uma trilha composta por Nhlanhla Mahlangu e Kyle Shepherd. O espetáculo conta com um elenco de dez cantores e dançarinos, além de animações e colagens que enriquecem a narrativa. A obra foi inspirada na figura da Sibila Cumaea, que, segundo a mitologia, fornecia respostas sobre o futuro, mas cujas mensagens eram frequentemente incertas.
Kentridge, vencedor de um Olivier Award em 2023, reflete sobre como a pandemia transformou a percepção da obra. Ele observa que a obra agora dialoga com questões contemporâneas, como a influência das máquinas em nossas vidas. Apesar das dificuldades, o artista mantém a esperança de que sua produção possa ser revivida em uma nova versão que inclua Calder, embora reconheça os desafios logísticos envolvidos.
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