Os dançarinos e gerentes de palco do New York City Ballet (NYCB) realizaram um protesto silencioso durante a glamourosa Fall Gala no Lincoln Center, na quarta-feira, 9 de outubro. A ação, parte de uma campanha de mobilização, ocorreu em meio a negociações salariais com a administração da companhia, que se arrastam desde maio, com o contrato atual expirando em agosto.
Os artistas decidiram pular o tapete vermelho e o jantar pós-show, enviando uma carta de afastamento à direção apenas trinta minutos antes da chegada dos convidados. Na mensagem, os membros do American Guild of Musical Artists (AGMA) expressaram que não poderiam celebrar enquanto suas necessidades permanecessem não atendidas. Eles pedem um acordo mais justo, considerando os altos custos de vida em Nova York.
Protesto Silencioso
Apesar do protesto, os dançarinos cumpriram suas obrigações contratuais e se apresentaram no evento. Contudo, a ausência deles foi notada no jantar, onde os convidados, incluindo celebridades como Sarah Jessica Parker e Julia Fox, encontraram cadeiras vazias que normalmente seriam ocupadas pelos artistas. Fontes revelaram que, embora alguns lugares tenham sido rearranjados, ainda havia cartões de lugar para os dançarinos.
O AGMA destacou que as propostas de aumento salarial apresentadas pela administração do NYCB estão aquém do que outras companhias de dança têm conseguido em negociações recentes. A união enfatizou que a situação financeira da companhia, considerada estável, contrasta com a realidade enfrentada pelos artistas, que buscam um contrato que reflita suas necessidades básicas.
Reação da Administração
A administração do NYCB confirmou que os dançarinos optaram por não participar do evento social, mas afirmou que o espetáculo e o jantar transcorreram conforme o planejado, com mais de 800 convidados presentes. Em resposta à situação, a diretoria expressou seu desejo de retornar à mesa de negociações para alcançar um acordo que beneficie todas as partes envolvidas.
Os músicos do NYCB também manifestaram apoio aos dançarinos, destacando a dificuldade de sustentar uma família como artista na cidade. A união dos músicos declarou que as demandas dos dançarinos são justas e razoáveis, reforçando a necessidade de um entendimento entre as partes para resolver a questão salarial.
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