O Städel Museum, em Frankfurt, inaugura neste mês uma exposição dedicada ao desenho de Max Beckmann, ressaltando 80 obras em papel. A mostra, sob curadoria de Regina Freyberger, Stephan von Wiese e Hedda Finke, busca redesenhar a leitura do artista alemão pela lente do desenho autônomo, não da pintura.
Ao longo de 80 peças, a mostra percorre a trajetória do artista desde o período pré-Primeira Guerra Mundial até a década final de sua vida. O foco é o desenho como prática autônoma, incluíndo empréstimos de grandes coleções. As obras incluem peças de 1949, produzidas no Colorado, evidenciando a fase de transição de Beckmann após o exílio e a guerra.
A programação acompanha ainda a publicação das duas primeiras partes de um catálogo raisonné de desenhos de Beckmann. O material reúne estudos que ajudam a contextualizar a evolução técnica e temáticas do artista, com ênfase na relação entre desenho e linguagem cromática.
Curadoria e acervo
A curadoria destaca como o desenho moldou o caminho de Beckmann, especialmente a partir da virada de 1910–1920. Obras de guerra, divórcio e exílio aparecem no conjunto, traçando a transformação do artista e a construção de sua assinatura visual, marcada por figuras recorrentes e um rosto máscara.
A mostra revela como a prática do traço ganhou autonomia até a década final de Beckmann, incluindo imagens de 1949 no Colorado. Em contraponto, a exposição relembra a fase de retorno aos Estados Unidos após o conflito, com a presença de símbolos que dialogam com a tradição europeia e a percepção do americano.
Beckmann, Städel Museum, Frankfurt, 3 de dezembro de 2025 a 15 de março de 2026.
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