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Deslizar sem fim induz desejo permanente, aponta panGenerator sobre tecnologia

Visitantes se ajoelham diante de tela digital na exposição em Londres, discutindo IA, algoritmos e saturação de conteúdo nas redes

“Endless scrolling”: panGenerator’s work Infinity (2020)
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  • A exposição Elusive Sense: On the Fluid Boundaries of Perception, em London, reúne cinco artistas poloneses que exploram o impacto da tecnologia nos sentidos, com o público ajoelhando diante de uma grande tela digital e usando um touchpad para rolar conteúdos.
  • A instalação Infinity (2020) usa o recurso do scroll infinito para mostrar como o conteúdo se acumula e cria um estado de desejo constante, segundo a descrição da peça.
  • O grupo panGenerator, fundado em 2010, é composto por Krzysztof Cybulski, Krzysztof Goliński e Jakub Koźniewski; a prática deles envolve arte de mídia que utiliza interfaces e dispositivos feitos sob medida.
  • Hash to ash (2017) propõe que o espectador tire uma selfie que aparece na tela, derrete e vira cinzas, destacando a fragilidade dos registros digitais e da cultura de selfies.
  • Os artistas discutem a influência dos algoritmos e da IA nas redes, afirmando que a busca por agradar ao algoritmo pode pressionar a estética da arte contemporânea.

Na exposição Elusive Sense: On the Fluid Boundaries of Perception, em London, o público se ajoelhava diante de uma grande tela digital e deslizava o toque por streams de formas iluminadas. O tema central envolve tecnologia, sentidos e IA.

O grupo polonês panGenerator, fundado em 2010, criou a mostra com cinco artistas que exploram o impacto da tecnologia nas percepções. As obras convidam a refletir sobre a presença do digital no cotidiano.

Infinity (2020) é uma instalação interativa na qual o visitante se ajoelha diante de uma tela e utiliza um touchpad para rolar um fluxo infinito de símbolos. A peça comenta a busca por conteúdo sem fim.

Hash to ash (2017) provoca o visitante a tirar uma selfie que aparece na tela, derrete e se transforma em cinza que cai no chão, sugerindo a fragilidade das fotos digitais.

Krzysztof Cybulski, Krzysztof Goliński e Jakub Koźniewski, membros do grupo, destacam que a arte de mídia busca interfaces feitas sob medida, para tornar o digital tangível e perceptível no espaço físico.

Koźniewski explica que o objetivo é provocar desconforto e provocar reflexão sobre o ato diário de rolar conteúdos nas redes. A relação entre confiança tecnológica e crenças é mencionada como paralela religiosa.

A obra também questiona a durabilidade das memórias digitais. Ao falar sobre o futuro dos arquivos, o grupo aponta a fragilidade de serviços na nuvem e a incerteza de permanência a longo prazo.

Embora trate de redes sociais, o coletivo não vê as plataformas como aliadas. Os artistas reconhecem desafios de visibilidade e evitam adaptar a estética para agradar algoritmos.

Koźniewski acrescenta que a busca por favoritismo algorítmico pode limitar a expressão artística. Em vez disso, o grupo prioriza criar novas formas de expressão e interfaces próprias.

A exposição analisa ainda o papel da IA na criação visual, com o aumento da produção de conteúdo digital. Segundo os artistas, a saturação dificulta a diferenciação entre obras genuínas e bots.

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