Netflix concorda em adquirir as operações de estúdio e o serviço HBO Max da Warner Bros. Discovery por US$ 72 bilhões em ações. O valor total, incluindo dívidas, fica em US$ 82,7 bilhões. O anúncio ocorreu nesta semana, ampliando o controle de conteúdo.
A transação envolve a Netflix em troca de US$ 23,25 por ação da Warner e cerca de US$ 4,50 em ações da Netflix para cada papel. O financiamento próprio soma US$ 59 bilhões, com dívidas que elevam o endividamento total da Netflix acima de US$ 80 bilhões.
A estratégia é ampliar direitos de longo prazo sobre séries e filmes populares, fortalecendo o catálogo com conteúdos da HBO e da Warner Bros. A Warner traz títulos como Game of Thrones, Succession, Harry Potter e Batman para o ecossistema da Netflix.
Pouco menos de 30% do mercado de streaming por assinatura nos EUA ficariam sob as operações combinadas das duas empresas, segundo a depender de análises regulatórias. Reguladores devem avaliar impacto concorrencial e opções de consumidor.
Obstáculos regulatórios aparecem em várias frentes. Nos EUA, o Departamento de Justiça e a FTC devem revisar a operação, citando possível domínio de mercado e efeitos sobre preços. A União Europeia também acompanha o caso.
A Netflix projeta economias anuais entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões até o terceiro ano pós-aliança, por sinergias em marketing, tecnologia e distribuição. Mesmo com a alavancagem, a empresa manterá planos de recompras de ações.
A dívida adicional eleva o peso financeiro da operação. Além do financiamento de US$ 59 bilhões, entram US$ 10,7 bilhões em dívida líquida da Warner e a dívida líquida da Netflix em US$ 14,5 bilhões. A multa rescisória soma US$ 5,8 bilhões.
Histórico de fusões no setor mostra incertezas com integrações e impactos no valor das ações. Experiências anteriores com Time Warner, Fox/Disney e outras operações sinalizam riscos de execução, mesmo com ganhos de conteúdo.
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