A Globo evita estrear novelas em dezembro há décadas, mesmo sem regra escrita. A prática não é fruto de superstição, e sim de estratégias de audiência, hábitos do público e riscos comerciais. O mês é visto como pouco favorável para lançamentos diários.
Especialistas explicam que a novela precisa de tempo para criar vínculo com o público. O telespectador precisa conhecer personagens e tramas, o que leva semanas. Em dezembro, férias, viagens e festas costumam reduzir a audiência no horário nobre.
Há exceções históricas, porém raras. Entre 1965 e 1990, algumas novelas estrearam em dezembro, como Padre Tião, Um Rosto de Mulher, O Astro e Lua Cheia de Amor. Hoje esses casos são vistos como legado de uma era da televisão, não como modelo a seguir.
O mercado audiovisual como um todo evita dezembro devido a viagens, festas e menor tempo de convivência com a narrativa. Em emissoras concorrentes houve tentativas similares, com resultados instáveis ou abaixo do esperado, reforçando a percepção de que dezembro é território neutro.
Resumo: o mês costuma encerrar histórias e exibir conteúdos festivos, em vez de plantar uma novela que exija tempo para ganhar público fiel. Por isso, a prática se manteve estável por décadas, com poucas variações relevantes.
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