O Waiting for Godot será apresentado pela primeira vez em Ulster Scots, marcando uma estreia mundial linguística para a peça de Beckett. A encenação ao ar livre ocorre na Irlanda do Norte, no contexto rural, como parte do festival Arts over Borders. O enredo adapta a obra ao ulster-scots, numa sessão que também integra a Beckett Biennale.
A estreia ocorre na Sexta-Feira Santa, após uma caminhada de aproximadamente 3 km até um platô de Antrim. O cenário é uma área de charneca, musgo e pântano, com o público enfrentando a paisagem hostil ao acompanhar o drama. A proposta valoriza a experiência física dos espectadores.
Festival e objetivo da montagem
O projeto pertence ao festival Arts over Borders, que organiza a Beckett Biennale, dedicada a novas leituras de Beckett e a experiências futuras em outras línguas. A produção é dirigida por Seán Doran, representante do festival, que ressalta a novidade de usar Ulster Scots na performance ao ar livre.
Tradução e papel da língua
Frank Ferguson, que coordena a tradução, descreve a produção como um marco para o Ulster Scots, promovendo o idioma diante de uma obra global. O título de trabalho Ettlin Fur Godot mantém a referência original, com adaptação de cenografia e direção de dramaturgia para a língua local.
O projeto ressalta que o Ulster Scots é reconhecido como língua, não apenas dialeto, em um momento de reafirmação cultural no pós Acordo de Belfast. A peça, indicada para 3 de abril de 2026, integra a Beckett Biennale com planos de desdobramentos para outras culturas, incluindo Noongar, Sami e Inuit.
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