Mumbai Gallery Weekend (MGW) chega à sua 14ª edição com foco na expansão geográfica da cena de arte da cidade. O evento ocorre até 12 de janeiro e é co-liderado por Ayesha Parikh, da Art & Charlie, em Bandra, e Sanjana Shah, da Tao Art Gallery, em Worli.
A iniciativa, criada em 2012 por Shireen Gandhy, da Chemould Prescott Road, busca levar galerias históricas de Colaba e Fort a novas zonas da cidade. Em 2019, o MGW incorporou o Midtown Arts Collective, reunindo espaços de Worli, Lower Parel e Bandra para uma atuação mais ampla.
Expansão e perfis dos espaços
Parikh afirma que Bandra atrai uma geração de compradores com renda alta, o que tem impulsionado o interesse em arte na região. Shah acrescenta que Worli e Lower Parel passaram de zonas industriais a distritos de negócios e moradia de alto padrão, ampliando o público.
A galeria Art & Charlie apresenta *A map folded open*, mostra com três artistas: Mahen Perera, Sabeen Omar e Urna Sinha, com foco em mapas e traços geográficos. A curadoria é de Zeenat Nagree.
Destaques da edição
Shah destaca que a presença de Bandra nos moldes atuais atrai quase 500 visitantes por semana à Art & Charlie. Ela também coorganiza atividades comunitárias, como a festa de Natal em Pali Village, reforçando o papel local da galeria.
O MGW já conta com 33 galerias, crescimento expressivo desde nove participantes no lançamento. Gandhy observa que o evento fortaleceu o diálogo entre galerias e ampliou o alcance da arte contemporânea na cidade.
Contexto de mercado e novidades
Ao lado do MGW, o Art Mumbai tem ganhado espaço, mas mantém participação relativamente menor de galerias locais. A edição atual do MGW destaca a participação de novas casas, como Muziris Contemporary e Fulcrum, que estrearam no evento.
Entre as exposições em destaque, Mithu Sen apresenta *Where do Birds Dream at Dusk* na Chemould Prescott Road. Prabhakar Pachpute retorna a Mumbai com *Lone Runner’s Laboratory* na Experimenter, enquanto Ranjit Kandalgaonkar investiga espaços intermediários em *cityinflux* na Fulcrum.
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