O uso de visto O-1 nos Estados Unidos está sendo impulsionado por criadores de conteúdo e influenciadores. Dados do Financial Times mostram que o número de vistos O-1 concedidos por ano cresceu 50% entre 2014 e 2024. O-1 abrange categorias A e B para pessoas com habilidade extraordinária em áreas diversas.
Indivíduos da esfera digital têm obtido aprovação com mais frequência, segundo relatos ao Guardian. Entre eles, nomes que atuam em plataformas como Instagram, TikTok, X e Fanfix destacam-se por apresentar métricas expressivas de audiência e renda recorrente.
Julia Ain, canadense, iniciou a carreira durante o lockdown e hoje soma 1,3 milhão de seguidores. Após graduar-se em 2022, ela viu no O-1B uma via para atuar como criadora em tempo integral, com a maior parte da renda vindo de plataformas de assinatura.
Luca Mornet, francês, também migrara de estudante para criador de conteúdo, aproveitando a opção de OPT após a conclusão do curso. Ele solicitou o O-1B para monetizar ações de influência enquanto estava autorizado a trabalhar.
Os advogados especializados mencionam a expansão do O-1 para incluir criadores de e-sports e influenciadores. Michael Wildes, sócio da Wildes & Weinberg, afirma que o visto se tornou uma via para profissionais da nova economia digital.
Para comprovar elegibilidade, o processo exige, entre outros critérios, reconhecimento internacional ou nacional e um histórico de sucesso comercial. Em 2026, a fronteira dos critérios passou a abranger conquistas de influenciadores.
Dina Belenkaya, jogadora de xadrez russa-israelense, obteve aprovação em dezembro de 2023 com base em seguidores no Instagram, Twitch e YouTube. Após a concessão, mudou-se para Charlotte, na Carolina do Norte.
Casos públicos de influência e música também aparecem em processo de busca pelo visto. Grupos como Boy Throb tentam alcançar milhões de seguidores para avançar com a candidatura de um de seus integrantes, buscando robustez de métricas para o pedido.
A pauta gerou reações variadas. Enquanto alguns analistas veem a tendência como parte da evolução demográfica da imigração, outros criticam. Profissionais do direito avaliam a criatividade da economia de criadores como novo marco de competitividade econômica.
Aprovação do visto depende de evidências consistentes de alcance, engajamento e atividades remuneradas, não apenas da viralidade de um único conteúdo. O panorama atual indica que os EUA atualizam suas regras para acompanhar a nova realidade digital.
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