Liza Minnelli lançou sua primeira música nova em 13 anos, adicionando vocais a uma faixa de dança criada por inteligência artificial. A canção, chamada Kids, Wait Til You Hear This, também é o título de sua memórial forthcoming. A faixa marca uma incursão da artista de 79 anos no deep house, com intervenções faladas ao longo da batida potente.
A produção utiliza IA para arranjos, com a participação da ElevenLabs, empresa citada pela artista como fonte de tecnologia avançada. Minnelli ressaltou em publicação nas redes sociais que não autorizou a clonagem de sua voz, mantendo a autoria das saídas vocais. Em comunicado à imprensa, declarou que a voz pertence a ela e que a tecnologia serve à expressão artística.
O projeto integra uma compilação de músicas criadas ou modificadas com IA. Entre os artistas convidados, está Art Garfunkel, que participa com Authorship, uma faixa com piano gerado por IA e um trecho de seu livro See What Is All But Luminous. Garfunkel afirmou que a tecnologia amplia portas, mantendo o humano no centro da criação.
A ira e o pano de fundo tecnológico
A repercussão envolve o uso de IA na música e a proteção de direitos autorais. Algumas vozes da indústria temem que IA substitua músicos ou copie trabalhos sem devida compensação. Enquanto Minnelli e Garfunkel defendem a experimentação, outros artistas e gravadoras avaliam impactos e acordos existentes.
Outras empresas de IA musical, como Udio, Suno e Klay, continuam firmando parcerias com selos para permitir manipulação de obras com IA ou criação de faixas a partir de prompts. A adesão dos artistas varia conforme escolhas individuais sobre participação.
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