O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura, recebeu nesta semana quatro indiciações ao Oscar 2026. A produção, que teve orçamento total de 28 milhões de reais, envolveu recursos do Brasil, França, Alemanha e Holanda. A obra não captou recursos pela Lei Rouanet.
Segundo dados da Ancine, a participação brasileira ficou em 13,5 milhões de reais, sendo 7,5 milhões provenientes do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). O restante veio de aportes privados. O FSA é gerido pela Ancine e financiado com contribuições do setor audiovisual.
A produção investiu 4 milhões na etapa de comercialização, com 750 mil do FSA. Três milhões vieram por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei do Audiovisual). Empresas e pessoas físicas recebem até 6% de isenção fiscal.
Indicações ao Oscar
O filme disputa nas categorias Melhor elenco, Melhor filme internacional, Melhor ator (Wagner Moura) e Melhor filme. A candidatura valoriza o investimento público e privado na produção, sem uso da Lei Rouanet.
Esclarecimentos sobre financiamento
Diferentemente de rumores, O Agente Secreto não recebeu recursos pela Lei Rouanet. A Lei não prevê repasse direto de verbas públicas para filmes de longa-metragem. A captação ocorre via incentivos fiscais e patrocínios autorizados pela Ancine.
Sobre o papel de órgãos e incentivos
O governo federal regula o apoio via FSA, Condecine e Fistel, com o BNDES atuando como agente financeiro. A gestão do FSA cabe à Ancine, enquanto o BNDES operacionaliza os recursos.
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