O produtor e percussionista Bira Haway, um dos nomes marcantes do samba e do pagode do Rio de Janeiro, morreu aos 74 anos neste domingo (25). Ele estava internado no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, na Zona Oeste, após ter passado mal. A internação ocorreu após atendimento inicial na Cidade de Deus, na mesma região, na quarta-feira (21).
Segundo informações preliminares, Bira Haway foi diagnosticado com insuficiência cardíaca na unidade de pronto atendimento. O maestro era pai de Anderson Leonardo, líder do Molejo, grupo que confirmou a perda e destacou o significado do produtor em sua trajetória. Bira também trabalhou com a formação do Molejo, além de colaborar com Revelação, Soweto e Exaltasamba.
Despedida do Molejo
Em comunicado, o Molejo informou o falecimento do “nosso paizão” e “nosso guia”, ressaltando os ensinamentos e o papel central de Bira Haway na carreira da banda. A mensagem também agradeceu pelos abraços, puxões de orelha e pela coragem que o produtor transmitiu aos integrantes. A relação de Bira com Anderson Leonardo remonta a décadas, marcando a história do grupo.
Além de Anderson Leonardo, a história de Bira Haway está ligada à região onde atuou e aos estúdios que frequentou, incluindo o estúdio Haway, local onde gravaram grandes nomes da MPB. Seu legado é lembrado por músicos que o consideravam figura central na produção musical do samba e do pagode carioca.
Não há informações disponíveis sobre velório, sepultamento ou cremação no momento. As informações oficiais apontam apenas o diagnóstico de insuficiência cardíaca que levou ao falecimento durante a internação hospitalar. Fontes locais e familiares devem divulgar detalhes futuros.
Entre na conversa da comunidade