Desde 2012, o número de votantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas quase dobrou, ampliando a diversidade do grupo. A entidade, com sede em Beverly Hills, está por trás do Oscar.
Com O Agente Secreto na corrida de 2026, o cinema brasileiro volta a figurar entre os indicados, pelo segundo ano seguido. Em 2025, Ainda Estou Aqui levou o prêmio de Melhor Filme Internacional, marcando o primeiro Oscar do Brasil.
O thriller pernambucano de Kleber Mendonça Filho recebeu quatro indicações neste ano: Melhor Ator, Melhor Elenco, Melhor Filme e Melhor Filme Internacional. Adolpho Veloso foi indicado em Melhor Fotografia por Sonhos de Trem.
A origem da mudança na composição dos votantes
Oliver Laxe, diretor de Sirât, criticou novos votantes brasileiros, em entrevista ao talk show La Revuelta. A declaração gerou reação nas redes, mas não reflete a composição real dos membros.
Hoje, menos de 0,7% dos votantes são brasileiros. Dos mais de 11 mil membros, aproximadamente 10 mil têm direito a votar, dos quais cerca de 70 são do Brasil.
Panorama atual da distribuição geográfica
A Academia atua em 93 países, com cerca de 24% dos membros fora dos Estados Unidos. Indicações estrangeiras têm ganhado espaço, ressaltando a presença de filmes não ingleses entre as nomeações.
Neste ciclo, 22 indicados vêm de obras majoritariamente em língua não inglesa. Além de O Agente Secreto, aparecem Valor Sentimental (Noruega), Foi Só um Acidente (França, Irã, Luxemburgo) e Sirât (Espanha).
Impacto nas categorias de atuação e de filme
Na atuação, 20% dos indicados trabalharam em performances em idiomas diferentes do inglês. Em 2025, dois filmes em língua não inglesa concorriram ao Melhor Filme. Em 2024, foram três os indicados nessa linha.
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