Tyler, the Creator levou uma apresentação explosiva ao Grammy de 2026, em que Regina King atuou ao lado de ele e de criadores da equipe criativa. O convite chegou na quinta-feira anterior ao evento, apenas três dias antes da cerimônia.
A apresentação foi dividida em três atos. Primeiro, Saint Chroma aparece em palco com uniforme verde e máscara, acionando trabalhadores que montam a próxima cena enquanto Tyler executa uma versão de Thought I Was Dead com dinamite em mãos.
No segundo ato, Big Poe assume a cena ao lado de Regina King, que surge discretamente em uma autopeças, conduzindo o diálogo e orientando a narrativa com falas marcantes sobre caminho, avanço e olhar para frente.
Detalhes da apresentação
Regina King entra para a narrativa como mãe de Tyler, trazendo peso emocional à performance. A atriz, que perdeu o filho Ian Alexander Jr. em 2022, afirma ter aceitado o papel por entender a dimensão simbólica do momento e a importância da mensagem.
Alex Reardon, diretor criativo e presidente da Silent House, destaca que King foi escolhida pela gravidade necessária para sustentar a mensagem da peça. O objetivo era medir a emoção sem perder a clareza do enredo.
O planejamento da apresentação teve início em novembro, quando Tyler recebeu cinco indicações ao Grammy, incluindo álbum do ano. A ideia foi evoluir a obra Chromakopia, mantendo a essência de Tyler com recursos visuais e humor, segundo Reardon.
Na transição entre as canções, King acrescenta a lição de que é preciso seguir em frente e não se deixar prender ao passado. A mensagem ligada à vida, ao crescimento e à superação orientou o texto final da monólogo.
O clímax ocorre em uma sequência com um carro e uma explosão simulada, na qual o público vê o protagonista sair ferido de uma construção incendiada e desabar no palco. A encenação procura impactar sem demonstrar violência gráfica.
King comenta que a performance reflete a trajetória de Tyler, agora apresentado como artista maduro. Ela ressalta a qualidade da direção criativa e a possibilidade de o ator explorar novos caminhos artísticos no futuro, caso deseje.
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