Bad Bunny e Kendrick Lamar levaram prêmios importantes durante a cerimônia do Grammy realizada em Los Angeles, em noite marcada por posicionamentos contra a política de imigração. O evento reuniu artistas de peso e abriu espaço para mensagens públicas sobre ICE, a polícia de imigração dos EUA.
Bad Bunny ganhou três categorias, incluindo Álbum do Ano, tornando-se o primeiro artista de língua espanhola a vencer essa categoria. Em discurso, enfatizou a necessidade de amor diante de atitudes anti-imigração, destacando que têm direitos e pertencem ao país.
Kendrick Lamar consolidou-se como o rapper mais premiado da história do Grammy, com cinco troféus, entre eles Gravação do Ano e Álbum/Canção de Rap. Seu grupo de premiações elevou para 27 o total de Grammys recebidos pelo artista.
Outros vencedores também se posicionaram de forma similar. Billie Eilish, ao conquistar Canção do Ano, abordou a questão de que nenhum imigrante é ilegal, enquanto SZA e Latinas premiadas ressaltaram mensagens de solidariedade.
Kehlani, vencedora de dois prêmios de R&B, indicou de forma direta apoio à causa anti-ICE em entrevista de red carpet. Gloria Estefan comentou a situação no setor de imigração, defendendo humanidade e políticas mais justas.
Trevor Noah, apresentador da festa, ressaltou que não retorna como host, citando limites de mandato. A cerimônia incluiu performances de nomes como Sabrina Carpenter, Bruno Mars, Tyler, the Creator e Justin Bieber, entre outros.
Entre as homenagens, a edição prestou tributo a figuras da música e da cultura, com momentos emocionais durante os memoriais da noite. A premiação também reconheceu Joni Mitchell e outros artistas em categorias históricas e técnicas.
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