Henrike Naumann, uma das artistas escolhidas para representar a Alemanha na Bienal de Veneza deste ano, faleceu aos 41 anos. A morte ocorreu em 14 de fevereiro, em Berlim, após uma doença grave de curso rápido.
O Ifa, órgão que supervisiona o Pavilhão Alemão, anunciou a perda de Naumann e ressaltou que ela faleceu cercada pela família e amigos. O comunicado cita o câncer como causa, diagnosticado tardiamente. Naumann integrava a equipe do pavilhão ao lado de Sung Tieu.
Naumann, cujo trabalho aborda a reunificação alemã de 1990 e as consequências, integrava o time curatorial com Kathleen Reinhardt. A obra foi concebida para Veneza segundo a visão da artista, com produção ajustada ao espaço expositivo.
Trajetória e estilo
A prática de Naumann ficou marcada pela reutilização de móveis e objetos de produção em massa para discutir geopoliticamente o passado e o presente. Ela dizia buscar objetos que transportassem conexões entre política e cotidiano, partindo de mercados de pulgas e vendedores locais.
Formou-se em design de figurino e cenografia na Akademie der Bildenden Künste Dresden, com formação em cenografia em Potsdam. Em 2022 realizou sua primeira exposição solo nos EUA, no SculptureCenter, em Nova York, e lecionava na Universidade de Arte de Hamburgo.
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