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Repensar: artistas mulheres nunca devem ser usadas como carne de canhão

Exposições na Europa unem Munch a Paula Modersohn-Becker e Maria Lassnig, ampliando o cânone e subvertendo a leitura institucional da história da arte

The German Modernist Paula Modersohn-Becker is paired with Edvard Munch in a show at the Albertinum, Dresden. Left: Modersohn-Becker’s Self-portrait With Hand on Chin (1906/07); right: Munch’s Self-Portrait Against a Blue Sky (1908) Modersohn-Becker: © Landesmuseum Hannover/ARTOTHEK; Munch: © Munchmuseet, Oslo
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A expansão do cânon tem ganhado espaço em museus da Europa e dos EUA, buscando novas vozes. Duas mostras em semanas próximas unem Edvard Munch a artistas mulheres para testar até onde o cânon pode ser problematizado.

A ideia é não apenas acrescentar nomes, mas diferenciar a leitura histórica. Filiada a debates de Griselda Pollock, a proposta questiona estruturas de poder presentes na história da arte.

Contexto teórico

Pollock sustenta que simplesmente “incluir mulheres” não basta; é preciso mudar o modo de escrever a história da arte para evitar reforçar a masculinidade dominante. A prática propõe novas formas de enxergar.

Exposições em cartaz

Em Dresden, no Albertinum, fica em cartaz Paula Modersohn-Becker e Edvard Munch: The Big Questions of Life, aberto desde fevereiro. A mostra enfatiza temas vitais como rites de passagem, sexo e papéis de gênero.

Em Hamburgo, a exposição Maria Lassnig e Edvard Munch: Flow of Paint = Flow of Life abre em 27 de março e segue até 30 de agosto. A curadoria ressalta o diálogo entre as obras e a visão de Lassnig sobre Munch.

Diálogo entre artistas

Modersohn-Becker integra um dos pilares da expressãoismo alemão, ganhando reconhecimento tardio. Lassnig, por sua vez, consolida a contribuição da figura feminina na arte figurativa do fim do século XX.

Ambas as mostras reforçam que a presença de mulheres artistas pode subverter a leitura tradicional de Munch, ampliando o entendimento sobre vida, figuração e percepção estética.

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