Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Entrelaçamento humano-máquina: Sougwen Chung discute prática tecnológica

Sougwen Chung apresenta Recursion 0*, scroll de dez metros alimentado por dados cerebrais, em Art Basel Hong Kong, discutindo cooperação humano-máquina e autoria

Sougwen Chung’s studio process for *Recursion 3* (2026)
0:00
Carregando...
0:00
  • Sougwen Chung apresenta novas obras no Art Basel Hong Kong, na seção Zero 10 dedicada à arte da era digital.
  • A obra central, Recursion 0*, é um scroll de 10 metros criado com dados de ondas cerebrais, sendo finalizado ao vivo na feira.
  • A série D.O.U.G. (Drawing Operations Unit: Generation) explora a colaboração humano-máquina e a autoria entre humanos e máquinas, usando corpo, sensores e dados.
  • O trabalho já foi mostrado no Victoria and Albert Museum, no National Art Center Tokyo e no World Economic Forum, em Davos.
  • Chung participou do TED sobre “Por que desenho com robôs” e integrou a Time100 AI list em 2023, destacando a entanglement criativa entre humano e máquina.

Sougwen Chung apresenta novas obras na edição inaugural do setor Zero 10, dedicado à arte da era digital, durante a Art Basel Hong Kong. O destaque é Recursion 0*, um scroll de 10 metros criado com dados de ondas cerebrais e finalizado ao vivo na feira. A artista explica a convivência entre humano e máquina na prática.

A trajetória de Chung mergulha na ideia de colaboração entre humanos e máquinas desde 2015. O conceito ganhou corpo em pesquisas de neurociência, visão computacional e interação humano-máquina, e evoluiu para um modelo de parceria contínua, com mudança e troca mútua.

O projeto D.O.U.G. (Drawing Operations Unit: Generation) já se estende por várias gerações e circulou por museus e eventos internacionais, como o Victoria and Albert Museum, em Londres, o National Art Center, em Tóquio, e o Fórum Econômico Mundial, em Davos. A série busca questionar autoria, valor e presença de máquina.

Chung enfatiza que a experiência humana é grande demais para ser completamente prevista pela computação, ainda que possa ser expressa por meio dessas ferramentas. A artista explora agência criativa, tempo e encarnação por meio de corpos mecânicos, sensores e dados gerados pelas máquinas.

Para transformar a máquina em colaboradora, é preciso tornar o humano legível para a máquina, um paradoxo que envolve quantificação rigorosa de si mesmo. Esse tensionamento é central na obra, tema que já rendeu reconhecimento em eventos e listas de referência em tecnologia.

A prática envolve feedback não verbal da máquina, dado por loops que refletem escolhas, preconceitos e conhecimento humanos. Chung utiliza dados de movimentos próprios ou mapeamentos proprioceptivos acionados por ondas alfa, produzindo uma visão partilhada de criação.

Segundo a artista, a tecnologia não substitui a colaboração humana, mas redefine o que máquinas podem representar e o que humanos podem alcançar com elas. A chaque geração de D.O.U.G. aborda temas como imitação, memória, multiplicidade e espacialidade.

Chung comenta que a prática visa cruzar fronteiras entre categorias, buscando um espaço relacional como centro da prática criativa. A leitura técnico-artística aponta para uma era de mediação híbrida, em que máquinas refletem nossa própria matriz criativa.

A entrevista, realizada por Peter Bauman, situou a obra de Chung em diálogo com o momento atual de produção artística digital, destacando a centralidade da pergunta sobre autoria na era da IA. A autora foi listada pela Time como integrante da Time100 AI em 2023.

  • Interview by Peter Bauman

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais