The Christophers, novo filme de Steven Soderbergh, coloca em foco o valor da arte e a transformação de artistas em marcas. Ian McKellen interpreta Julian Sklar, um pintor que atingiu o auge nos anos 1970 e hoje vive de vídeos no Cameo.
A trama acompanha os filhos de Sklar, que planejam lucrar com nove retratos inacabados da antiga musa chamada Christophers. Eles contratam Lori, interpretada por Michaela Coel, para investigar onde ficam as obras e acabá-las para vender como se estivessem prontas.
Escrita por Ed Solomon, a história reserva reviravoltas ao longo de diálogos extensos. O filme foca mais no discurso sobre arte do que em ação, com boa parte das cenas entre Lori e Sklar.
Sobre a produção e referências
Solomon buscou memória da mãe artista e consultou restauro e curadores para veracidade. Haworth, Boshier e Hockney são citados como inspirações para a linguagem visual dos retratos e o modo de enquadrar o tema.
As peças foram criadas por Barnaby Gorton, com orientação de Shanti Gorton. A produção trabalhou para que as obras pareçam históricas e conectadas ao imaginário pop e à pintura contemporânea.
Observações sobre o tom e o enfoque
O filme evita conclusões definitivas sobre o significado dos Christophers. A obra prioriza como os personagens percebem a arte e a relação entre legado, desejo de lucro e autenticidade.
A direção de Soderbergh utiliza longas falas para estruturar a narrativa, privilegiando o caráter especulativo da história sobre a ação física. O resultado é um drama econômico-cultural.
Entre na conversa da comunidade