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Jay Weinberg comenta saída do Slipknot: ‘talvez tenha virado bode expiatório’

Após a saída do Slipknot em 2023, Jay Weinberg coloca à venda o equipamento de dezessete anos e inicia novos projetos criativos e uma fase familiar

Jay Weinberg onstage with King Gizzard and the Lizard Wizard in 2024.
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Jay Weinberg, o baterista que ocupou a posição de seu pai, Max Weinberg, em Slipknot, descreve a saída do grupo em 2023 como “talvez eu tenha me tornado o bode expiatório”. Em entrevista, ele também comenta a venda de parte de seu equipamento no Reverb e relembra passagens por Madball, Against Me! e a E Street Band.

O músico está baseado em Nashville e afirma que a vida pessoal ganhou novos contornos: a esposa espera o primeiro filho. Enquanto se prepara para um estúdio em casa, Weinberg fala sobre os planos de lançar novas músicas em parceria com outros artistas e sobre o processo de reorganizar a carreira após deixar Slipknot.

Contexto profissional e percurso

Weinberg entrou para a E Street Band aos 18 anos, após Bruce Springsteen tê-lo convidado para substituir o pai em uma turnê europeia. O período foi descrito como aprendizado intenso, com o jovem músico lidando com a pressão de estar sob a ótica de uma formação familiar e histórica.

Antes de Slipknot, ele integrou Madball, onde participou de turnês, e Against Me!, onde permaneceu por nove meses. A saída dessas bandas foi marcada por tensões de convivência e diferenças de contexto, conforme relatado pelo próprio baterista.

Slipknot: ingresso, trajetória e saída

A entrada em Slipknot ocorreu quando o grupo buscava um novo baterista após Joey Jordison, com Weinberg tendo apenas 23 anos. O período foi descrito como desafiador, com a identidade da banda mantida em segredo durante o início da presença dele.

Em The Gray Chapter e We Are Not Your Kind, Weinberg destacou-se pela co-criação de parte das composições ao lado de Jim Root. A parceria resultou em faixas que se tornaram referências ao vivo e deram visibilidade ao percussionista jovem.

Saída e consequências

Ao retornar a uma rotina de shows em 2023, Weinberg descobriu que o Slipknot não iria renovar seu contrato ao final do ano, sem explicações oficiais. A notícia ocorreu após um ano tenso na banda, com as próprias relações entre integrantes já sob pressão.

O baterista descreveu o momento como confuso e sem justificativas. Em meio a esse desfecho, ele passou a buscar novas oportunidades criativas, mantendo a privacidade sobre a situação e evitando ataques ou polêmicas públicas.

Novos projetos e visão futura

Desde a saída, Weinberg tem trabalhado com Suicidal Tendencies e gravado com projetos como Fuming Mouth. Também criou a banda Portraits of an Apparition e lançou material solo colaborativo, incluindo gravações com George Clarke, do Deafheaven, e integrantes do Code Orange.

No âmbito comercial, manteve a venda de instrumentos e kits de bateria usados em Slipknot e na E Street Band via Reverb, com parte do valor destinado a MusiCares. Weinberg planeja lançar um álbum completo de colaborações previsto para outubro, com foco na reinvenção de sua expressão musical.

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