Justin Bieber trouxe um formato inédito ao Coachella, na madrugada de domingo, 12 de abril, em Indio, nos EUA. O artista optou pelo chamado autokaraokê, com vídeos e momentos pessoais exibidos em tela gigante, enquanto ele interagiu de uma forma pouco usual para um show de abertura de palco principal.
Durante a apresentação, Bieber se sentou a uma mesa com um notebook, que ficou espelhado em um telão. O conteúdo foi acessado em tempo real pela plataforma YouTube, revisitando sucessos como Baby e registros de sua trajetória pessoal, além de vídeos virais.
A montagem teve foco em improviso e nostalgia, desviando da maior parte do conteúdo para o álbum mais recente, SWAG II. Entre os materiais exibidos estavam clipes da adolescência do artista e momentos de interação com públicos, sem trailers completos de novos lançamentos.
Ao longo da apresentação, o público viu trechos com desabafos pré-gravados datados de 2025, nos quais Bieber comentava frustrações com a cobertura de paparazzi e a exposição constante. A proposta intimista chamou atenção, dividindo opiniões entre internautas e fãs presentes.
A repercussão também entrou no plano financeiro. O cachê estimado do cantor para o festival ficou em torno de US$ 10 milhões (cerca de R$ 50 milhões), valor visto por críticos como incompatível com um show majoritariamente baseado em vídeos e navegação online.
Katy Perry, presente na área VIP, fez uma observação irônica sobre o formato, sugerindo de forma indireta que o artista pode ter acesso a serviços de streaming sem anúncios. A frase circulou entre os fãs e reforçou o debate sobre o custo e o formato do show.
Apesar das críticas, Bieber mantém a agenda e está confirmado para repetir a mesma estrutura no próximo sábado, 18 de abril. A expectativa é de que o artista possa ajustar a setlist ou manter a curadoria digital como proposta central do seu show no festival.
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