Celia Cruz foi incluída na classe de 2026 do Rock & Roll Hall of Fame com o Early Influence Award, tornando-se a primeira indicada predominantemente em espanhol. A homenagem celebra seu legado na música latina e sua influência no Rock Hall. A notícia foi anunciada.publicamente pela instituição.
A escolha reconhece a carreira da cantora cubana, que faleceu em 2003 aos 77 anos. Cruz construiu uma trajetória marcante na salsa, além de expandir o repertório de ritmos afro-latinos e boleros, influenciando artistas jovens de várias origens.
A cerimônia de indução e os desdobramentos da premiação ainda não divulgaram datas detalhadas, mas a honra destaca a importância de cruzar fronteiras entre gêneros e culturas na história da música.
Trajetória inicial e parceria com La Sonora Matancera
Cruz começou a carreira após estudar para professora e entrar para La Sonora Matancera em 1950, ao lado de Pedro Knight, seu futuro marido. O primeiro álbum conjunto, Celia & Johnny, consolidou-a como líder da salsa.
Ao longo dos anos 60 e 70, a artista assinou com a Fania, expandindo seu alcance com colaborações que incluíram Willie Colón, Ray Barretto e a formação Fania All-Stars. Nesse período, cruzou fronteiras com apresentações de alto impacto.
Consolidação e fases seguintes
Nos anos 80, Cruz manteve-se no topo ao trabalhar com a Fania e depois com a RMM Records, onde lançou novos projetos e duetos. Em 1998, o álbum Mi Vida Es Cantar trouxe o maior sucesso comercial da sua carreira, Mi Vida Es Un Carnaval.
A obra de Cruz abrange boleros, guaracha, samba, bossa nova e expressões afro-latinas. Sua técnica vocal, disciplina e sensibilidade emocional marcaram gerações e influenciaram nomes como Karol G e Ivy Queen, entre outros.
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