Lázaro Ramos abriu o GQ Revisita para relembrar momentos marcantes de sua carreira, incluindo uma cena arriscada de O Homem que Copiava (2003). O momento envolveu uma perseguição entre personagens em uma zona portuária, com o diretor Jorge Furtado conduzindo a cena ao entrarem e saírem do enquadramento.
O ator relembra que o plano do diretor era criar uma perseguição entre os dois protagonistas, com o jovem Júlio Andrade ao lado de Ramos. O cronômetro pressionava, e o time resolveu sincronizar a passagem de um navio com a ação para manter o ritmo da fuga.
Segundo Ramos, o roteiro previa uma sequência tensa, em que seu personagem, André, trabalha como operador de fotografia numa livraria em Porto Alegre e tenta impressionar Marines, papel de Luana Piovani. A cena ganhou contornos dramáticos conforme a história se desenrolava.
O diretor explorou uma coincidência logística: durante a gravação, um cargueiro passara pelo local justamente no momento da perseguição. Todo o ajuste ocorreu entre cinegrafistas, equipe técnica e elenco, resultando numa tomada que o elenco considera inesquecível.
Além do aspecto dramático, a cena trouxe um elemento de merchandising involuntário: a logomarca do navio apareceu na tomada, o que levou a uma negociação direta com a empresa para entrar como patrocinadora do filme. A produção aproveitou a oportunidade para ampliar o suporte financeiro.
O Homem que Copiava, sob a direção de Jorge Furtado, consolidou-se como um marco do cinema nacional recente, combinando humor, tensão e recursos criativos. Ramos destaca o caráter colaborativo do set, marcado pela dinamismo entre elenco e equipe.
Contexto de produção
A produção utilizou recursos práticos e uma logística desafiadora para filmar em ambiente portuário, sem depender de efeitos digitais avançados. A narrativa acompanha a trajetória de personagens que lidam com dificuldades econômicas, elevando o tom humano da história.
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