Anitta retorna ao Brasil e lança Equilibrium, álbum que sinaliza a entrada da cantora em uma nova fase da MPB contemporânea. O projeto reúne referências ao passado, presente e futuro de sua trajetória, em um formato mais autoral.
A artista reuniu um time diverso de convidados, entre eles Marina Sena, Liniker, Luedji Luna e Ebony, além de Papatinho, Iuri Rio Branco e Carlos do Complexo na produção. O objetivo é explorar uma visão mais introspectiva e espiritual.
O disco chegou às plataformas digitais nesta quinta-feira, marcando a volta de Anitta ao cenário nacional após período no exterior. O estúdio de seu novo lar, no Rio de Janeiro, funcionou como base criativa para as gravações.
Equilibrium aposta numa estética que mescla brasilidade, religiousidade e experimentação, com faixas mais lentas que se aprofundam em sentimentos e reflexões pessoais. Algumas canções se mantêm mais dançantes, dentro do DNA da cantora.
Entre as parcerias, destacam-se Mandinga, com Marina Sena, Caminhador, com Liniker, e Bemba, com Luedji Luna, consideradas os pontos altos do álbum pela crítica. O trio de duetos funciona como núcleo de uma nova ponte tonal.
O trabalho também dialoga com referências da música brasileira ao incorporar elementos do reggae em Deus Existe, em colaboração com Ponto de Equilíbrio, e uma versão em espanhol de Várias Queixas, do Olodum, entre outras faixas.
Apesar de momentos fortes, o álbum enfrenta críticas pela produção excessivamente polida em algumas faixas, que podem soar contidas frente às propostas mais cruas da cantora. Ainda assim, há trechos em que a performance brilha.
No conjunto, Equilibrium não se prende a um ponto estético único, mas firma a intenção de Anitta de projetar sua visão artística. O lançamento aponta para a consolidação de uma música brasileira com alcance internacional.
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