Suga, um dos membros do BTS, concedeu entrevista à Rolling Stone em fevereiro, no prédio da Hybe em Seul. O rapper e produtor falou sobre a produção musical, a trilogia Agust D, o passado no hip-hop e o papel dele na construção sonora do BTS. O papo também abordou a percepção de mudanças no cenário americano do gênero e os próximos passos do grupo.
O artista detalhou a conclusão da trilogia Agust D, lançada em 2023, ressaltando que encerrou o projeto antes de cumprir o serviço militar obrigatório. Disse ter deixado sentimentos negativos para trás e que o processo contribuiu para um sentimento de resolução. Também comentou a origem de sua fúria antiga, associada a um complexo de inferioridade na juventude.
No âmbito musical, Suga indicou o desejo de explorar um som novo com o BTS, descrevendo o álbum como pop bem elaborado. Ele mencionou a importância da concisão entre as faixas, as revisões e a satisfação com o resultado final. O músico ressaltou que a harmonia de vozes prevaleceu, mesmo diante de debates dentro da produção.
Sobre o hip-hop, Suga destacou a influência de Eminem e Kendrick Lamar e avaliou o estado atual do estilo nos Estados Unidos como transitório, com ciclos de tendências. Ele observou a perda de talentos importantes, como Juice WRLD, e disse acreditar no retorno do gênero às paradas.
A respeito do futuro do BTS, o rapper afirmou que a prioridade é a saúde física e emocional dos integrantes. Afirmou que o grupo pode manter apresentações mesmo com o tempo, adaptando-se a novas formas conforme envelhecem. A meta, segundo ele, é manter a vontade de seguir lado a lado por décadas.
Agust D e novas sonoridades
O artista também comentou o papel da produção na criação de novas sonoridades. Reafirmou que a busca foi por timbres inéditos para o grupo, mantendo o foco na qualidade de um álbum bem elaborado. A produção recebeu elogios pela coesão entre faixas, mesmo com alterações ao longo do processo.
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