Anitta reflete sobre racismo religioso em meio ao lançamento do álbum EQUILIBRIVUM. A cantora falou sobre o tema em coletiva na sexta-feira, 17, destacando que o disco traz referências a espiritualidade e a religiões de matriz africana. O lançamento ocorre em meio ao contexto de Copa do Mundo e de eleições presidenciais.
Segundo a artista, o álbum adota um tom mais moderado sobre a vida, contraponto ao discurso político atual, que ela considera extremista. Ela enfatizou a importância de mensagens que “unam” pessoas e apoiem quem enfrenta dificuldades, afirmando ter lutado para chegar onde está.
Anitta comentou ainda a relação entre música e contexto social, citando a escala 6×1 e a forma como sua obra foi usada pela imprensa e pelo governo para discutir o tema. A cantora criticou a tendência de bolhas de conteúdo na internet, que segundo ela reforçam posições extremas e dificultam o diálogo entre perspectivas diferentes.
Sobre o objetivo do projeto, a artista disse não ter a pretensão de provocar a classe conservadora e ressaltou que o álbum foi pensado para quem a acompanha e para seu momento atual. Ela reconheceu não ter certeza se o trabalho consegue enfrentar o racismo religioso no país, mas afirmou que a produção pode fortalecer comunidades religiosas discriminadas.
A coletiva ocorreu na presença do veículo Terra, que acompanhou as falas da cantora. O novo álbum EQUILIBRIVUM é o oitavo da carreira de Anitta e já apresenta avanço de tema e de sonoridade no repertório da artista.
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