O podcast Meu Inconsciente Coletivo analisa quando a autobiografia pode ser vaidade ou literatura. O episódio desta sexta-feira (17) reúne a colunista Tati Bernardi e o psicanalista Rafael Alves Lima para debater limites entre verdade, ficção e o exagero do eu.
Segundo Rafael, falar de si é uma forma de lidar com o passado, buscar autonomia e distância em relação a ele. Tati compartilha a experiência de autora e discute a relação entre público e quem se coloca como narrador da própria história.
A conversa aborda como a identidade é moldada pelo tempo, pela análise e pela desconstrução. O psicanalista aponta que o eu é uma ficção provisória, sujeita a mudanças conforme as circunstâncias, o que amplia a liberdade de expressão.
Tati Bernardi retorna às sessões de análise na nona temporada para tratar temas que inquietam e dialogam com leitores. Entre eles, a educação de filhos, os impactos de cancelamentos na saúde mental e a presença de diagnósticos no cotidiano.
O episódio faz parte de uma série que já contou com entrevistas de Renally Xavier, Patricia Ferraz, Gabriela Malzyner, Mario Eduardo Pereira e Vladimir Safatle. O tema central é o entrelaçamento entre autobiografia, memória e narrativa.
Meu Inconsciente Coletivo é publicado às sextas, às 8h, nas principais plataformas de podcast. As gravações ocorrem no Zamunda Estúdio, com coordenação de Magê Flores e Daniel Castro, da editoria de Podcasts da Folha. A identidade visual é de Catarina Pignato.
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