A Orquestra Petrobras Sinfônica ajusta o repertório para ampliar o alcance da música clássica. Em São Paulo, apresenta uma leitura fiel do Black Album, do Metallica, em celebração aos 35 anos do álbum. O objetivo é desmistificar a orquestra para diferentes públicos, com participação da plateia.
O espetáculo ocorre no BTG Pactual Hall, em 8 de maio. A formação conta com bateria, baixo e iluminação que simulam clima de arena, mantendo a leitura fiel das faixas originais. O maestro Felipe Prazeres conduz os músicos com foco em interatividade.
No dia seguinte, 9 de maio, o repertório muda para trilhas de jogos, como Super Mario Bros., Mortal Kombat, Sonic, Pokémon e Fortnite. As peças ganham versão sinfônica, reforçando a ideia de que a música de jogos compõe a experiência sonora.
Prazeres destaca que a trilha de jogos é parte essencial da experiência, quase como a de um filme. A plateia responde mesmo quando não domina todas as referências, criando engajamento durante a performance.
A proposta é aproximar a orquestra de todos os públicos, rompendo o estereótipo de música erudita. O maestro afirma que o formato pode ter palcos mais acessíveis e valores diferenciados para a experiência ao vivo.
Segundo a organização, o show busca tirar a orquestra do pedestal, apresentando-a como o instrumento mais completo. A direção ressalta a importância de conectar a tradição musical à cultura popular.
A preparação envolve leitura de partituras originais, com participação ativa da plateia em alguns momentos. A Orquestra Petrobras Sinfônica mantém o foco na execução precisa e na fluidez da narrativa sonora.
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