Charlize Theron revelou detalhes sobre o episódio que aconteceu em 1991, na África do Sul, quando seu pai foi morto pela mãe em uma situação de legítima defesa. A atriz, hoje com 50 anos, falou sobre a memória sem se deixar assombrar por ela.
Segundo o relato, tudo começou após um desentendimento durante uma visita à casa de um tio. O pai, Charles Theron, que estava alcoolizado, reagiu com irritação ao fato de a filha não ter cumprimentado os presentes.
Mais tarde, em casa, a tensão aumentou. Charlize contou que percebeu a gravidade da situação ao perceber o comportamento do pai ao chegar à residência e se refugiou no quarto, pedindo à mãe que dissesse que estava dormindo.
O pai teria invadido o imóvel atirando contra portas de aço, comuns na época. Ele deixou claro que pretendia matar a esposa e a filha, o que levou as duas a se protegerem atrás da porta do quarto.
Gerda Maritz, mãe da atriz, foi buscar uma arma no cofre e acabou reagindo. Ela feriu o cunhado com um disparo que ricocheteou, antes de atirar contra o marido, que morreu no local.
O caso foi posteriormente considerado legítima defesa, e Gerda não foi condenada. A atriz afirmou que, por muitos anos, acreditou que o episódio fosse único, mas passou a entender a realidade da violência doméstica.
Theron destacou que a mãe seguiu em frente ao dia do episódio, enviando a filha à escola no dia seguinte. Ela reconheceu que essa resposta pode não ser ideal, mas era como a família lidou com o trauma.
Hoje, Charlize Theron participa de campanhas de combate à violência contra mulheres e defende maior atenção a esse tipo de situação. A atriz afirma que o diálogo é essencial para que outras pessoas não se sintam sozinhas.
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