A Rio Fashion Week retornou ao calendário com força, buscando recuperar o tempo perdido e reposicionar o Rio de Janeiro no circuito de moda. O evento começou com o desfile da Osklen, referência para o estilo carioca, e terminou com Lenny Niemeyer, ícone da moda praia.
O auditório ficou lotado, principalmente nas sessões da tarde, com marcas consolidadas e nomes emergentes. Houve desfiles de peso na programação, incluindo a própria Osklen e a vitrine de novas propostas, sinalizando recuperação de público e turismo de moda para a cidade.
A primeira edição após o hiato reforçou o papel da semana fora de São Paulo como espaço de encontro entre fashionistas e turistas. Desfiles como o de André Namital(a) mostraram visão contemporânea, enquanto marcas menores atraíram curiosidade do público.
Destaque para Karoline Vitto, designer que abriu espaço para manequins de silhueta normal ou maior. Quase toda a passarela utilizou modelos com peso considerado dentro da média, apresentando roupas que valorizam curvas e conforto. A marca Carlos Penna assinou bijuterias que complementaram os looks.
O tema da visibilidade corporal gerou debate: a moda precisa ser inclusiva ou há espaço para a liberdade criativa sem prescrição de corpos? A Rio Fashion Week, segundo a cobertura, manteve foco na estética e na proposta de cada marca, sem abrir mão da linguagem atual do setor.
O jornalista viajou a convite da Rio Fashion Week. Fonte: Folha de S.Paulo.
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