Brasília completa 66 anos nesta terça-feira, 21 de abril. A cidade, projetada por Oscar Niemeyer e Lucio Costa, se tornou casa para moradores de várias regiões do país e do mundo. Segundo o IBGE, a população da capital alcança aproximadamente 2,9 milhões de pessoas.
A coluna acompanhou relatos de mulheres que chegaram ainda jovens e passaram a considerar a cidade como sua casa. Os depoimentos destacam a abertura da cidade, suas vias iluminadas e o clima de mudança que marcava o período.
Ana Maria Gontijo chegou a Brasília em 1964, com a família, para permitir que o irmão estudasse medicina na UnB. Ao chegar, morou na 311 Sul e ficou impressionada com a grandiosidade da cidade, com a vida cultural e as oportunidades de crescimento.
Moema Leão veio de Goiás para Brasília acompanhando empregos da Encol, que depois atuou na construção da própria cidade. Ao chegar, ficou encantada com o Planalto, descrevendo o horizonte como inspirador e a capital como um museu a céu aberto.
Mércia Crema já acompanhava Brasília antes da inauguração oficial, ao observar a cidade em Goiânia e sonhar com a transferência do território. Mudou-se de forma definitiva em 1974, mantendo a paixão pela arquitetura e pelos espaços públicos da capital.
A presença de estrangeiros também ganha destaque. Kristine Cardoso, dinamarquesa, chegou em 1999 para apoiar a visita de estado de uma rainha europeia. Com o tempo, a embaixadora formou vínculos com a cidade e, junto de outras embaixatrizes, lançou um guia para orientar visitantes e brasileiros sobre a capital.
Cleuza Ferreira cresceu com Brasília desde a infância, mudando-se para o Quadradinho em 1958. Ela relembra a construção da cidade, a transformação constante e a sensação de futuro que a acompanhou desde então, fortalecendo o vínculo com o lugar onde escolheu viver.
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