O filme Rio de Sangue chega aos cinemas brasileiros após rodar no Pará, em Santarém, com produção da Intro Pictures e distribuição da Disney. A obra acompanha Patrícia Trindade, policial afastada e mãe dedicada, que volta à atuação para enfrentar o sequestro de sua filha durante uma operação que deu errado.
A produção destaca a Amazônia como cenário central, com cenas que exploram a beleza do Tapajós e a brutalidade do garimpo. A direção é de Gustavo Bonafé, que também integrou a narrativa ao criar cenas inusitadas no set para ampliar o impacto da história.
Giovanna Antonelli vive Patrícia; Alice Wegmann interpreta Luiza, a filha, enquanto Fidélis Baniwa dá rosto ao personagem Mário, que observa a floresta. A trama inclui a presença de Daniel Munduruku como escritor ativista e a participação da artes Munduruku e Munduruku Leusa, fortalecendo a presença indígena.
A equipe circulou por locações no Pará durante dois meses, com filmagens de ação diurnas e mergulhos em igarapés, além de uma aldeia Munduruku filmada com autorização local. O elenco também contou com Antonio Calloni e Sérgio Menezes.
A produção recebeu consultoria desde o roteiro da Val Munduruku, que indicou locais de filmagem. A presença de língua munduruku e a participação de atores indígenas reforçam o objetivo de representar a região sem exotificá-la, segundo o elenco.
O diretor destaca referências de ritmo com Sicário, de Denis Villeneuve, e afirma ter seguido um caminho próprio para a narrativa na Amazônia. O resultado é uma ação de alta intensidade que preserva um núcleo emocional fundamentado na relação entre Patrícia e Luiza.
Equilíbrio entre Amazônia e ação
O filme busca equilibrar paisagens exuberantes com a dureza da trama, sem abrir mão do coração da história. A fotografia de Kauê Zilli alterna entre a beleza natural e a tensão dos momentos de perseguição.
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