Jean-Michel Jarre pediu que as indústrias de música e cinema abracem a inteligência artificial em vez de teme-la. O apelo foi feito durante o lançamento do 2º festival de cinema com IA em Cannes, na França. Jarre enfatizou que a IA não elimina o talento, mas pode ampliar possibilidades criativas.
O músico francês destacou o conservadorismo do setor diante da tecnologia e disse que a IA pode impulsionar cinema, hip-hop, techno e rock do amanhã. Segundo ele, pioneiros do cinema já adotaram imagens em movimento e som no século XX, o que serve de comparação para a IA hoje.
Jarre afirmou que a IA, usada de forma responsável, é uma ferramenta de ampliação criativa. Ele mencionou que as técnicas já existiam antes, e que o uso da IA pode gerar novas formas de expressão sem reduzir o papel dos artistas. O artist preferiu chamar a IA de augmentação da imaginação.
Contexto da indústria
Jarre revelou que já utiliza IA desde 2018 em seus trabalhos, destacando a necessidade de estabelecer regras claras. Ele também lembrou que a cópia de conteúdos é uma prática antiga que, sob o escrutínio atual, exige equilíbrio entre inovação e direitos autorais.
O artista, de 77 anos, já apoiou entidades de defesa de creators e possui histórico de liderança na sua área. Ele participa como embaixador do festival de IA em Cannes e busca promover um diálogo entre tecnologia e criação sem desvalorizar o talento humano.
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